O ingresso de alunos trabalhadores no curso noturno de Ciências Biológicas na UEM: inclusão ou exclusão?

Maria Júlia Corazza-Nunes, Evanilde Benedito-Cecilio, Fábio Amodêo Lansac-Tôha, Fúlvia Eloá Maricato, Janaína Ciboto Mulati

Resumo


Investigou-se o perfil dos vestibulandos e acadêmicos dos curso de Ciências Biológicas (integral e noturno) da Universidade Estadual de Maringá, entre 1996 e 2000, no intuito de comparar características sociais, econômicas e culturais. Um grande contingente de candidatos aos vestibulares do curso noturno apresentou o perfil esperado na implantação do curso: estudantes trabalhadores impossibilitados de dedicação exclusiva à vida acadêmica. No entanto, com exceção das duas primeiras turmas (1996 e 1997) do curso, uma parcela considerável dos ingressantes da licenciatura noturna, semelhantemente aos acadêmicos do integral, não trabalhavam e realizavam atividades de pesquisa, ensino e/ou extensão. A exclusão de jovens trabalhadores à universidade pública pode estar relacionada ao processo seletivo do vestibular, uma vez que grande parte deles tem que optar pelo exercício de uma atividade profissional e/ou a continuidade dos estudos em instituições de ensino superior particulares. Sugere-se que o acesso democrático à universidade passe pela ampliação do número de vagas e integração entre educadores do ensino médio e superior, visando permitir ao aluno compreender, raciocinar e analisar questões relevantes à sua formação.

Palavras-chave


vestibulandos; acadêmicos; curso de Ciências Biológicas; alunos trabalhadores

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DOI: http://dx.doi.org/10.4025/actascihumansoc.v24i0.2432



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