As Cartas Chilenas e as Cartas Marruecas: entre o apelo iluminista e a tradição ibérica

Marcelo Fernando de Lima, Naira de Almeida Nascimento

Resumo


 

Publicadas em volume somente em 1845, as Cartas chilenas circularam por meio de versões manuscritas em 1789, meses antes do episódio da Conjuração Mineira, que levaria Tomás Antônio Gonzaga primeiro à prisão e, anos depois, ao degredo em Moçambique. As Cartas Marruecas saíram no mesmo ano de 1789, ainda incompletas, no Correo de Madri, já postumamente, tendo seu autor, José de Cadalso, falecido durante o serviço militar em consequência de um bombardeio britânico no sul do seu país, em 1782. Ambos os textos participam de uma linhagem literária epistolar disseminada durante o século XVIII conhecida também como as Cartas pseudo-orientalizantes, que tem seu principal marco nas Cartas Persas, de Montesquieu. O artigo, seguindo o curso das leituras de ordem histórica atribuídas aos dois textos, procura perceber que, apesar da inspiração iluminista, tanto Cadalso como Gonzaga cederam às implicações socioculturais vivenciadas no espaço ibérico em finais do Antigo Regime.

 


Palavras-chave


Tomás Antônio Gonzaga; José de Cadalso; Iluminismo.

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DOI: http://dx.doi.org/10.4025/actascilangcult.v39i3.31532





ISSN 1983-4675 (impresso) e 1983-4683 (on-line) e-mail: actalan@uem.br

  

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