ANÁLISE DAS CARACTERÍSTICAS CLIMÁTICAS DO MUNICÍPIO DE TAUÁ-CE/BRASIL

Raul Carneiro Gomes, Maria Elisa Zanella, Vládia Pinto Vidal de Oliveira

Resumo


A compreensão da dimensão climática destaca-se como uma estratégia para a geração de cenários tendenciais seguros para a sociedade humana. No contexto semiárido do Nordeste brasileiro, o entendimento das características e das dinâmicas atmosféricas emerge como uma estratégia basilar para o planejamento e para o desenvolvimento da região. No entanto, os trabalhos que versam sobre a temática são escassos e/ou tratam de espaços comuns, geralmente nas grandes cidades, ou onde há um banco de dados e informações consolidadas. Por isso, os municípios do interior nordestino raramente são alvos de pesquisas científicas, o que dificulta a análise das particularidades e oscilações climáticas nos sertões. Desta maneira, este trabalho objetivou analisar as características climáticas e sua dinâmica no município de Tauá-CE/Brasil. Para isso, fez-se o levantamento bibliográfico e geocartográfico, bem como a coleta e o tratamento dos dados da estação meteorológica automática do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), presente no município. Em seguida, os dados e informações obtidos foram analisados integradamente. Isso indicou e fundamentou as seguintes considerações: 1) as características climáticas de Tauá estão em consonância com os demais setores semiáridos do Nordeste; 2) o fortalecimento ou enfraquecimento do Anticiclone do Atlântico Sul (ASAS) é crucial para determinar anos secos ou chuvosos. Ademais, detectou-se que os sistemas atmosféricos, os quais mais causam precipitações em Tauá são a Zona de Convergência Intertropical e os Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis. Notou-se que as temperaturas médias mensais decrescem no verão e no outono, provavelmente devido à obliteração que as nuvens do período chuvoso causam na insolação. Contudo, a amplitude térmica é baixa, dada a sua localização geográfica próxima à linha do equador. Por fim, o período seco e com maior insolação é provocado pela ausência de sistemas atmosféricos causadores de chuva e pelo fortalecimento do ASAS, formador da Massa Equatorial Atlântica.


Palavras-chave


Semiárido. Clima. Nordeste. Inter-relação.

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DOI: http://dx.doi.org/10.4025/bolgeogr.v35i2.31677



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