Nota de esclarecimento.

Quinta-feira, 11/10/2018 ocorreu um problema no sistema de periódicos da UEM. Em virtude disso, foi necessário restaurar um backup de 10/10/2018, quarta-feira 08h00.

Assim, solicitamos aos editores que revejam as atividades deste dia, pois elas foram perdidas e devem ser refeitas. Antecipadamente pedimos desculpas pelos transtornos, mas o problema foi alheio as nossas atividades.

Lutar não é crime

Redes urbanas de mobilização digital

Salvatore Barreto Benvenuto

Resumo


O advento de uma rede mundial de computadores estabeleceu um novo trânsito na cidade. O fluxo da informação constituiu um amálgama com os processos de produção, pessoais e institucionais através de um "território" (ciberespaço) onde os mesmos podem se exercer no mesmo lugar ao mesmo tempo. A cidade apresenta assim uma contraparte virtual (FIRMINO 2005). Os reflexos da Era da informação (CASTELLS 2005) estão por toda parte, no tráfego, nas escolas, criando uma faceta digital do processo material. Mas, eventualmente, o inverso acontece. Os diversos movimentos políticos organizados pela via digital também estabelecem referenciais, pontos de encontro, vias para as suas marchas em seus paralelos materiais. Tais mecanismos de mobilização frequentemente utilizam certos lugares como marcos simbólicos capazes de dar significado às suas reivindicações. Estas redes de mobilização digital reclamam a ocupação do espaço representativo, rico em sentido, capaz de incorporar a organização virtual. Este artigo visa explorar a ocupação do espaço físico como reflexo das mobilizações através das redes sociais. Procura, dessa forma, debater a intensa relação entre espaço real e digital pela via política.


Palavras-chave


Internet; Ciberativismo; Espaço Público; Movimentos Sociais.

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