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“Ninguém manda no que a rua diz”: etnografia da paisagem humana na cidade de Porto Alegre (RS) a partir do graffiti

Ananda Andrade do Nascimento Santos, Marize Schons

Resumo


A investigação trata de uma reflexão sobre como a prática do graffiti vem interferindo na paisagem da cidade de Porto Alegre (RS). Os graffitis são tomados como marcas que sinalizam e grafam os estímulos dos indivíduos que atravessam a cidade, sendo que a própria trajetória desses indivíduos, suas formas de sociabilidade e expressões são rastros, a serem seguidos posteriormente, que podem nos dar acesso à construção de um olhar denso sobre a prática sem no entanto cristalizá-la, dada a sua efemeridade. O foco inicial foi como as intervenções urbanas na cidade passaram por uma legitimação do poder público a partir da indicação de onde essas intervenções aconteceriam e do patrocínio de eventos de pintura da paisagem do Túnel da Conceição pela Prefeitura de Porto Alegre. Problematizamos esse processo a partir de três eventos que consideramos essenciais para compreender o graffiti em Porto Alegre.


Palavras-chave


Paisagem Urbana; Graffiti; Etnografia; Práticas do Espaço.

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