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Para além do ecologismo conservador: produção destrutiva e intensificação da crise ambiental

Guilherme Nunes Pires, Maria Beatriz Oliveira da Silva

Resumo


O objetivo deste artigo é fazer uma crítica à concepção conservadora da crise ecológica procurando evidenciar que o processo de produção destrutiva, sob a crise estrutural do capital, é um fator decisivo para a compreensão do aprofundamento da chamada crise ecológica ou ambiental[1]. Percebe-se que o pensamento dominante compreende a solução para a crise ecológica meramente como técnica, ou seja, vendo na tecnologia e na mudança de hábitos individuais um papel central. Por outro lado, a análise das relações sociais de produção e consumo indica que a autorreprodução destrutiva do capital é um fator fundamental para o aprofundamento da crise ambiental.


[1] Em que pesem as distinções que podem ser atribuídas aos dois conceitos “ambiental” e “ecológica”, aqui, serão utilizados como sinônimos.

 


Palavras-chave


marxismo; crise ambiental; ecologia.

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