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Realismo e irracionalismo nas obras de Liev Tolstói: contradições estéticas, filosóficas e políticas

Henrique Wellen

Resumo


Liev Nikolayevich Tolstói ou, como ficou mais conhecido a partir de algumas traduções brasileiras, Leão Tolstoi, foi, sem dúvidas, um dos maiores escritores da literatura mundial. Mas, além de detentor de um currículo literário impressionante, o autor de Guerra e Paz também se tornou bastante conhecido pelos seus polêmicos posicionamentos, com os quais tanto conquistou admiradores e seguidores, como também perseguidores e detratores. Dentro do complexo estético, se é verdade que Tolstói conseguiu figurar parte dos seus personagens com uma grande riqueza subjetiva, apresentando-os a partir das determinações sociais que os envolvem e os consubstanciam; também é fato que, em outros momentos (em quantidade literária bem inferior), relevam-se concepções e axiomas mistificadores e, até mesmo, preconceituosos. Na grande maioria dos seus livros, Tolstói funda sua figuração numa concepção que mistura, de um lado, preceitos de uma ontologia materialista e, de outro, elementos de pecha religiosa e mistificadora, tal qual a mistura de uma verdadeira e de uma falsa ontologia. E, quando na parte final da sua vida, em que o escritor esteve envolvido por um pensamento religioso resignado e, de certa forma, niilista, dentre os valores profetizados por Tolstói, um parece ter tido maior relevo: a misoginia. O objetivo desse artigo foi apresentar e analisar, de forma breve, algumas indicações acerca dessa relação nas obras do escritor russo. A partir de exemplos extraídos de figurações artísticas desse autor, pôde-se medir o grau de aproximação ou distanciamento com uma concepção de mundo humanista e histórica, que foi consubstanciada por variadas contradições estéticas, filosóficas e políticas.

Palavras-chave


arte; filosofia; política; Tolstói; gênero

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