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Trabalhador: ser social ou elemento sistêmico? Um estudo bibliográfico crítico sobre a visão de trabalhador na teoria organizacional e administrativa

Luciana Holanda Nepomuceno, Ana Cristina Batista dos Santos

Resumo


Apresenta-se uma reflexão crítica sobre a visão de trabalhador presente no pensamento de Taylor, tendo em vista ser a sua obra um dos fundamentos do pensamento administrativo desenvolvido ao longo do recente século XX. Teve-se em vista, também, compreender a atualidade (ou não) do pensamento taylorista analisando um tema bastante propagado pela literatura gerencialista contemporânea: o tema das organizações que aprendem e seus corolários. Dentre os resultados tem-se, na obra de Taylor: (i) um trabalhador que sabe o todo, mas que deve saber só parte; (ii) um trabalhador eficiente somente enquanto elemento sistêmico. Como síntese provisória tem-se a seguinte proposição: as produções sobre organizações que aprendem atingem discursivamente os princípios deflagrados por Taylor onde (i) o sistema sabe, o trabalhador não; e (ii) a eficiência decorre do ajuste do trabalhador ao sistema que aprende. O conceito de organizações que aprendem exemplifica a dinâmica do capitalismo como “um sistema que opera mudanças [...] articulando e reinterpretando conceitos, conferindo-lhes múltiplos significados”; que inova (sem mudar os princípios) como “possibilidade de conhecimento/intervenção numa realidade que é dada pelos movimentos cíclicos de auto-gênese do capitalismo” (MARTINS, 1997, p. 2). Neste sentido, as bases do pensamento administrativo lançadas por Taylor se mostram bem atuais.


Palavras-chave


trabalhador, taylorismo, organizações que aprendem, crítica

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