Morrer num mundo em movimento: os ritos fúnebres e o desenvolvimento das Ordens Terceiras franciscanas no império português ao longo do século XVIII

Juliana de Mello Moraes

Resumo


Este artigo analisa os ritos fúnebres e a sua gestão nas Ordens Terceiras franciscanas, no intuito de compreender as peculiaridades dessas associações no império português. Isso porque, a mobilidade dos indivíduos, incluindo tanto viagens marítimas como terrestres, originava demandas específicas. Nesse contexto, desenvolveram-se as Ordens Terceiras franciscanas, as quais garantiam aos seus associados assistência material e espiritual, inclusive durante as viagens. Isso porque a sua atuação incluía, se necessário, o sepultamento e realização de ritos fúnebres aos irmãos terceiros independente da sua naturalidade ou local de filiação. O investimento realizado em prol das almas dos irmãos terceiros foi significativo nessas associações e atendia às demandas daqueles que se deslocavam tanto na Europa quanto na América portuguesa ou entre os dois continentes. Portanto, o desenvolvimento das Ordens Terceiras de São Francisco ao longo do século XVIII deve ser compreendido a partir das suas peculiaridades. Diferentemente de irmandades e confrarias, a atuação das ordens seculares correspondia às necessidades de um império global marcado pelo movimento de pessoas, objetos e ideias.


Palavras-chave


Ordem Terceira de São Francisco, ritos fúnebres, século XVIII

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DOI: http://dx.doi.org/10.4025/rbhranpuh.v10i29.37739

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