ESTUDO ANATÔMICO E MORFOMÉTRICO DOS RAMOS COLATERAIS DO ARCO AÓRTICO EM COELHOS DA ESPÉCIE Oryctolagus cuniculus

Luan Teles Ferreira de Carvalho, Deivid Ramos dos Santos, Faustino Chaves Calvo, Daniel Haber Feijó, André Lopes Valente, Renan Kleber Costa Teixeira, Mauricio Fortuna Pinheiro, Rui Sergio Monteiro de Barros

Resumo


O presente estudo tem como objetivo sistematizar e descrever os ramos do arco aórtico e suas respectivas ramificações em coelhos da raça Nova Zelândia, estabelecendo um modelo padrão e suas principais variações anatômicas.Foram usados 16 coelhos adultos (Oryctologus cuniculus) da raça New Zeland, com massa corpórea de 2-3 kg e com 10-12 meses. Os animais foram submetidos à  associação de Cetamina (70 mg/kg) e Xilazina (10 mg/kg) por via subcutânea. Posteriormente, realizou-se a heparinização com 5000 UI por meio da artéria femoral. Foi aguardado 10 minutos e seguiu-se com a eutanásia do animal usando sobredose da associação anestésica. Após, seguiu-se com a abertura da cavidade torácica. A aorta dos coelhos iniciou a partir do ventrículo esquerdo com um diâmetro médio de 5,4 ±0,6mm em seu maior eixo. Tal artéria projetou-se dorso-crânio-lateralmente à esquerda, em todos os animais estudados, formando o arco aórtico. O tronco arterial braquiocefálico apresentou um diâmetro de 3,8 ±0,4mm em sua eminência. Foram identificados dois padrões de saída da artériacarótida comum esquerda. No padrão mais frequente (75%) este vaso surgia milímetros após a eminência do tronco e o modelo variante (25%) o mesmo vaso surgia após 0,4-0,6mm da base do tronco. Este trabalho observou o padrão de origem da aorta no ventrículo esquerdo, tendo ascensão dorso-crânio-lateral esquerda e posterior deflexão caudal. Observou-se uma grande variação anatômica nos ramos originados das artérias subclávias, não sendo possível uma padronização uniforme.

Palavras-chave


Anatomia Veterinária; Artéria carótida Primitiva; Artéria Subclávia; Coelhos

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DOI: http://dx.doi.org/10.4025/revcivet.v6i1.44718

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ISSN online: 2358-4610