Política monetária

  • Arthur Gualberto Bacelar da Cruz Urpia Universidade Estadual de Maringá
  • Ana Paula Pereira de Campos Universidade Estadual de Maringá
  • Hector Yuusuke Watanabe Universidade Estadual de Maringá
  • João Vinicius Oliveira Universidade Estadual de Maringá
  • João Victor Garcia Universidade Estadual de Maringá
  • Lorenzo Macrida Garcia Universidade Estadual de Maringá
  • Luis Felipe de lima Krieger Universidade Estadual de Maringá
  • Luis Henrique Luciani Universidade Estadual de Maringá
  • Pedro Antonio Fontana da Silva Universidade Estadual de Maringá
  • Pedro Lucas Oliveira Freitas Universidade Estadual de Maringá
Palavras-chave: Inflação, Política monetária, Crédito, Endividamento, Comprometimento da renda

Resumo

O segundo semestre de 2024 foi marcado por uma política monetária contracionista por parte do Comitê de Política Monetária (COPOM). Com isto, o Brasil fechou o ano de 2024 com uma das maiores taxas básicas de juros do mundo, estando apenas atrás de países que estão apresentando problemas macroeconômicos de forma recorrente, como a Argentina e Turquia; e da Rússia, que está em um conflito bélico com a Ucrânia. Segundo o Copom, a política monetária contracionista se deu diante do comportamento observado da inflação e considerando a desancoragem das expectativas de inflação. O IPCA fechou o ano de 2024 no patamar de 4,83%, acima do limite máximo da meta de inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). As razões que explicam o não cumprimento da meta de inflação no ano de 2024 foram: o ritmo forte de crescimento da atividade econômica, a depreciação cambial e fatores climáticos. A partir da análise da inflação por faixa de renda, verificou-se que, no ano de 2024, as quatro primeiras faixas de renda foram as que mais sofreram com o aumento da pressão inflacionária, enquanto as duas últimas (média alta e alta) terminaram o ano com uma alta bem mais controlada. Em relação ao mercado de crédito, o saldo da carteira de crédito em relação ao PIB ficou praticamente estável no ano de 2024 em comparação com o ano de 2023. Já as taxas de juros médias de crédito para pessoas físicas e jurídicas acompanharam o ciclo de alta da taxa Selic. Com isto, o comprometimento da renda apresentou uma tendência de alta. Já a inadimplência, diante do registro recorde de negociação de dívidas em 2024, com o Feirão Serasa Limpa Nome e com os mutirões de renegociações, apresentou uma queda.

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Referências

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Publicado
2026-01-22
Seção
Política Monetária