Influência da fauna invertebrada na decomposição foliar de espécies do ecossistema manguezal
DOI:
https://doi.org/10.4025/bolgeogr.v42.a2024.e67866Palavras-chave:
Mangue, Espécies nativas, Material remanescente, Organismos invertebrados, DiversidadeResumo
Este trabalho pretende apresentar informações sobre a decomposição foliar das espécies Laguncularia racemosa (L.) C. F. Gaerth, Rhizophora mangle L., Conocarpus erectus L. e os grupos taxonômicos da fauna invertebrada do solo atuantes nesse processo, no município de Marechal Deodoro, estado de Alagoas. A pesquisa ocorreu na área do Complexo Estuarino-Lagunar Mundaú/Manguaba (CELMM), no período de maio a julho de 2019, iniciando-se pela quantificação da velocidade da decomposição foliar por meio de litterbags, que foram distribuídos na superfície do solo contendo folhas das três espécies, tendo em seguida, a realização da triagem, limpeza e pesagem do material remanescente. Além disso, foram identificados os organismos invertebrados presentes nesse conteúdo foliar e aplicados os índices ecológicos de Shannon (H) e Pielou (e), além da riqueza e abundância. A partir da observação realizada, também foram obtidos dados de precipitação pluvial dos meses avaliados. Das espécies estudadas nos 90 dias, a que apresentou decomposição mais acelerada é a L. racemosa, seguida das espécies C. erectus e R. mangle. Enquanto aos organismos invertebrados presentes no material remanescente, a maior dominância é de Larva de Lepidoptera e Larva de Hymenoptera, confirmados pelos índices de diversidade (H) e uniformidade (e), registrados em maio e julho, principalmente na espécie C. erectus, influenciando no processo de decomposição; já o material remanescente, no decorrer dos meses, é influenciado pela precipitação pluvial.
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