Gestão dos recursos hídricos e seca no Semiárido nordestino: entre discursos e ações
DOI:
https://doi.org/10.4025/bolgeogr.v42.a2024.e69379Palavras-chave:
Semiárido, Gestão hídrica, Secas, Políticas públicasResumo
O contexto de construção social de “escassez hídrica” com o qual os habitantes do semiárido convivem historicamente, nos levam a buscar compreender em que medida a gestão dos recursos hídricos do espaço em tela contribuiu/contribui para produção e reprodução de situações de seca no semiárido nordestino? Dessa feita o presente artigo tem por intento averiguar na literatura a maneira como foram empreendidas algumas das gestões dos recursos hídricos do semiárido nordestino no tocante à s denominadas políticas de convivência com as secas. Como percurso metodológico, optamos por fazer uma Revisão Integrativa de Literatura (RIL), por meio da qual, debatemos minuciosamente a temática em questão, a partir de um referencial teórico apropriado à temática em tela. A RIL, tipo de Revisão Sistemática de Literatura, constitui-se como uma forma criteriosa de busca e coleta de informações e dados que servem para elaboração de um ensaio com lastro em pesquisas pretéritas (MORANDI; CAMARGO, 2015). A RIL teve como autores principais Silva (2003), Suassuna (20011), Soares e Barbosa (2020), Leite e Amorim (2020) e Neto (2017) além de outros que também têm como objeto de estudo a temática em tela. Dentre as conclusões iniciais à s quais chegamos, acreditamos que as políticas públicas de gestão hídrica e de “combate à s secas” empreendidas no semiárido nordestino tiveram, historicamente, como características a fragmentação e a adoção de caráter quase sempre imediatista, além de favorecer ainda aqueles que detêm o poder econômico e político local.
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