“Aqui começa o Brasil”: colonização penal, territorialização e fronteirização do rio Oiapoque. 1853-1927

  • Samuel Tracol Université de Guyane
  • Arnaud-Dominique Houte Sorbonne-Université
Palavras-chave: Oyapock - Colônias Penais - Fronteiras - Territorialização - Modernidade

Resumo

The Oyapock River has been the border between France and Brazil since the Treaty of Bern came to resolve a centuries-old dispute between the two states. Only populated by indigenous communities and a few adventurers, the two banks of the river are untouched by any lasting colonial and national settlement before the second half of the 19th century. Penal colonization is the formula adopted by the two states to fill the "void" of a border to be formalized. The criminal models circulate and are reinterpreted by participating with great intensity in the making of the territory.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Samuel Tracol, Université de Guyane

Professor de história e professor temporário na Universidade da Guiana Francesa.

Arnaud-Dominique Houte, Sorbonne-Université

Professor de história contemporânea na Sorbonne Université

Referências

BALANDIER, Georges. La situation coloniale. Approche théorique. In : Cahiers internationaux de sociologie, vol. 11, 1951, p. 44-79, p. 76.
BECKER, Howard. Outsiders. Etudes de sociologie de la déviance. Paris : Metaillié, 1985.
BELBENOIT, René. Guillotine sèche. Paris : Manufacture des livres, 2012.
BLAIS, Hélène. Reconfigurations territoriales et histoires urbaines. L’emprise spatiale des sociétés coloniales. In : SINGAVARELOU, Pierre. Les Empires coloniaux. XIXè-XXè siècles. Paris : Points, 2013.
BONNEMAISON, Joël. Vivre dans l’île, une approche de l’îléité océanienne. L’espace géographique, t. XIX-XX, n°2, 1990-1991, pp.119-125.
BRONI DE MESQUITA, Thiago. A era Vargas e a marcha em direção às terras da Amazônia : discursos e práctica política em tempos de revolução e guerra.
COMBESSIE, Philippe. Sociologie de la prison. Paris : La Découverte, 1992.
DAVIS, Oliver. The ‘plan’: bureaucracy, cleanliness and (de)sublimated anality in the Guiana penal colony. Communication à la conference Internationale Framing the penal colony, Nottingham, 22-23 novembre 2019.
DIAS, Everardo. Bastilhas modernas. São Paulo: Editora de Obras Sociaes e Literárias, 1926.
FRANCO FEREIRA, Dirceu. Rebelião e Reforma Prisional em São Paulo: uma História da Fuga em Massa da Ilha Anchieta em 1952. São Paulo : Revan, 2018.
GORI, Roland. La fabrique des imposteurs. Paris : Les Liens qui Libèrent, 2013.
HOUTE, Arnaud-Dominique. Le triomphe de la République, 1871-1914. Paris : Points, 2014.
IFNATIEFF, Michel. Historiographie critique du système pénitentiaire. In Petit, Jacques-Guy, (dir). La Prison, le bagne et l'histoire, Paris/Genève : Librairie des Méridiens, Médecine et Hygiène, 1984, p. 9-17.
KALIFA, Dominique. Les Bas-Fonds. Paris : Seuil, 2013.
LACASSAGNE, Alexandre. Les transformations du droit pénal et les progrès de la médecine légale, de 1810 à 1912. Archives d’anthropologie criminelle, 1913, p. 364.
LAMAISON, Denis. "Le bagne de la mort". Culture du café et situation sanitaire au pénitencier agricole de la Montagne d’Argent (Guyane française) de 1852 à 1910. Outre-Mers Revue d'Histoire, Société française d'histoire d'outre-mer, 2016, 104 (390-391), pp.311-340.
LOMBROSO, Cesare, L'homme criminel : criminel-né, fou moral, épileptique : étude anthropologique et médico-légale. Trad.de l'italien par Albert Bournet et G. Regnier, Paris : Félix Alcan, 1887.
LONDRES, Albert. Au bagne. Paris : Aubier, 1992 (1ère ed. 1923).
OLIVEIRA DE SOUZA, S., GAIA FARIAS, W., Militares, poder et sociedade na Amazônia, Belém : Editora Açai, 2016.
ROMANI, Carlo. A história entre o oficial e o lendário: interações culturais no Oiapoque. Antíteses, vol. 3, n. 5, jan.-jun. de 2010, pp. 145-169
ROMANI, Carlo. Clevelândia, Oiapoque: cartografias e heterotopias na década de 1920. Bol. Mus. Para. Emílio Goeldi. Cienc. Hum., Belém, v. 6, n. 3, p. 501-524, set.-dez. 2011
ROMANI, Carlo. Antecipando a era Vargas: a Revolução Paulista de 1924 e a efetivação das práticas de controle político e social. Topoi, v. 12, n. 23, jul.-dez. 2011, p. 161-178.
ROMANI Carlo. As representações nacionais e a população residente em territórios litigiosos: o caso do Contestado franco-brasileiro. Uma reflexão teórica sobre as áreas de fronteira. Anais Eletrônicos do 14o Seminário Nacional de História da Ciência e da Tecnologia – 14o SNHCT - Belo Horizonte, Campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG 08 a 11 de outubro de 2014
SANCHEZ, Jean-Lucien. À perpétuité. Relégués au bagne de Guyane. Paris : Vendémiaire, 2013.
SHERMAN, Taylor C. Tensions of Colonial Punishment: Perspectives on Recent Developments in the Study of Coercive Networks in Asia, Africa and the Caribbean. History Compass, 7 (2009), pp. 659–677, 661
ZWEIG, Stefan. Le Brésil, terre d’avenir. Luxembourg : l’Aube, 1992.
Publicado
2020-08-07
Como Citar
Samuel Tracol, & Arnaud-Dominique Houte. (2020). “Aqui começa o Brasil”: colonização penal, territorialização e fronteirização do rio Oiapoque. 1853-1927. Dialogos, 24(2), 25-80. https://doi.org/10.4025/dialogos.v24i2.53572