Miunças, café e açúcar: economia e distribuição populacional no século XIX – Povíncia do Espírito Santo

Palavras-chave: população, economia, território, Espírito Santo

Resumo

O artigo analisa e discute a distribuição territorial da população da Província do Espírito Santo no século XIX, objetivando compreender a formação da sociedade capixaba no período. Discute a classificação dos habitantes, tanto no tratamento estatístico quanto na identificação social. Detalha a produção econômica, apontando sua importância na ocupação do território. A partir da relação entre as rendas dos municípios e seus respectivos números de habitantes, permite identificar a conexão entre a capacidade econômica da região e a atração/necessidade populacional. Conclui que a distribuição da população pelo território e suas características sofreram o impacto direto da cadeia produtiva da Província.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ALENCASTRO, Luiz F de. Vida Privada e ordem privada no Império. In: ALENCASTRO, Luiz F. de. História da vida privada no Brasil. Império: a corte e a modernidade nacional. Vol. 2. São Paulo: Cia das Letras. p. 11-94. 1997.

ALMEIDA, Maria Regina C. de. A atuação dos indígenas na História do Brasil: revisões historiográficas. Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 37, nº 75, p. 17-38, 2017.

BACELLAR, Carlos de Almeida Prado; SCOTT, Ana Silvia Volpi; BASSANEZI, Maria Silvia Casagrande Beozzo. Quarenta anos de demografia histórica. Revista Brasileira de Estudos de População, 22: 339-350.jul./dez. 2005.

BITTENCOURT, Gabriel. História Geral e Econômica do Espírito Santo: do engenho colonial ao complexo fabril-portuário. Vitória: Multiplicidade, 2006.

BRAGA, Márcio André. Identidade étnica e os índios no Brasil. MÉTIS: história & cultura, v. 4, n. 7, p. 197-212, jan./jun. 2005.

BRASIL. Regulamento nº. 120, de 31 de janeiro de 1842. Regulamenta a execução da parte policial e criminal da Lei nº 261, de 03 de dezembro de 1841. Rio de Janeiro: Ministério dos Negócios da Justiça, 1842. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Regulamentos/R120.htm. Acesso em: 29 maio 2020.

CAMPOS, Adriana Pereira. Escravidão, reprodução endógena e crioulização: o caso do Espírito Santo no Oitocentos. Topoi, v. 12, n. 23, p. 84-96, jul.-dez. 2011.

CARMO, Vânia do. “Ante o futuro, ante a história”: o problema da civilização na historiografia capixaba em José Marcelino Pereira de Vasconcellos e Braz da Costa Rubim. 2015. 134 f. Dissertação (Mestrado em História Social) – UNIRIO/PPGH, Rio de Janeiro, 2015. Disponível em: https://www.unirio.br/cchs/ppgh/producao-academica/dissertacoes-de-mestrado-e-egressos-pasta/arquivos/VANIADOCARMOPPGHUNIRIOD.pdf. Acesso em: 15 de abril 2022.

CÔGO, Anna Lúcia. História agrária do Espírito Santo no século XIX: a região de São Mateus. 2007. 200 f. Tese (Doutorado em História Econômica) – FFLCH/USP, São Paulo, 2007. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8137/tde-04122007-105016/publico/TESE_ANNA_LUCIA_COGO.pdf. Acesso em: 05 junho 2022.

COSTA, Iraci del Nero da. Pesos e medidas no período colonial brasileiro: denominações e relações. Boletim de História Demográfica, São Paulo, FEA-USP, 1(1), 1994. Disponível em: <http://historia_demografica.tripod.com/bhds/bhd1.htm#pesos>. Acesso em: 03 maio 2020.

ESPÍRITO SANTO (Estado). Falla com que o Exm. Vice-Presidente da Província do Espírito Santo José Francisco de Andrade e Almeida Monjardim, abrio a Assembléia Legislativa Provincial, no dia 23 de maio de 1844. Rio de Janeiro: Typ. Imp. e Const. de J. Villeneuve e comp., 1845.

ESPÍRITO SANTO (Estado). Relatório apresentado a Assembleia Legislativa Provincial do Espírito Santo, no dia da abertura da sessão ordinário de 1862 pelo Presidente José Fernandes da Costa Pereira Junior. Victoria: Typ. Caphaniense de Pedro Antonio D´Azeredo, 1862.

FAUSTO, Boris. História concisa do Brasil. São Paulo: Edusp, 2001.

LOBO, Carlos. Dispersão espacial da população no Brasil. Mercator, Fortaleza, v. 15, n. 3, p. 19-36, jul./set., 2016.

MACHADO, Cacilda. Cor e hierarquia social no Brasil escravista: o caso do Paraná, passagem do século XVIII para o XIX. Topoi, v. 9, n. 17, p. 45-66, jul.-dez. 2008.

MARCÍLIO, Maria L. A demografia histórica brasileira nesse final de milênio. Revista Brasileira de Estudos de População, Brasília, 14 (1/2), p. 125/143, 1997.

MATOS, Ralfo. Questões teóricas acerca dos processos de concentração e desconcentração da população no espaço. Revista Brasileira de Estudos de População, Campinas, 12(1/2), p. 35-58, 1995.

MOREIRA, Vânia Maria L. Espírito Santo Indígena: conquista, trabalho, territorialidade e autogoverno dos índios, 1798-1860. Vitória: APEES, 2017.

MOTTA, José F. A demografia histórica no Brasil: contribuições à historiografia. Revista Brasileira de Estudos de População, Campinas, 12(1/2), p. 133/149, 1995.

MOTTA, Kátia Sausen da. Juiz de paz e cultura política no início dos oitocentos (Província do Espírito Santo, 1827-1842). 2013. 210 f. Dissertação (Mestrado em História Social) – UFES/PPGH, Vitória, 2013. Disponível em: https://lhpl.ufes.br/dissertacoes. Acesso em: 25 julho 2022.

OLIVERIA, José Teixeira de. História do Estado do Espírito Santo. Vitória: APEES: Secretaria de Estado da Cultura, 2008.

PAULA, Maria Helena de; ALMEIDA, Mayara Aparecida R. de. Entre Arraias, Vilas, Cidades, Comarcas e Províncias: terminologia das representações do espaço no sudeste goiano no século XIX. Revista (Con) Textos Linguísticos, Vitória, v. 10, n. 17, p. 153-167, 2016

PIMENTA, João Paulo G. A independência do Brasil como uma revolução: história e atualidade de um tema clássico. História da historiografia, Ouro Preto, n. 3, p. 53-82, set. 2009.

REHER, David S. Desafios e conquistas da demografia histórica no final do século. Revista Brasileira de Estudos de População, Brasília, 14(1/2), p. 101/124, 1997.

ROCHA, Gilda. Imigração estrangeira no Espírito Santo:1847-1896. Vitória: [s.n.], 2000.

SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro: Record, 2000.

SCHWARTZMAN, Simon. Fora de foco: diversidade e identidades étnicas no Brasil. Novos Estudos CEBRAP, n. 55, p. 83-96, nov. 1999.

SILVA, Marlon L. da; TOURINHO, Helena L. Z. Território, territorialidade e fronteira: o problema dos limites municipais e seus desdobramentos em Belém/PA. URBE: Revista Brasileira de Gestão Urbana, Curitiba, 9(1), p. 96-109, jan./abr. 2017.

SOUZA, Marcelo J. L. de. O território: sobre espaço e poder, autonomia e desenvolvimento. In: CASTRO, Iná E. de; GOMES, Paulo Cesar da C.; CORRÊA, Roberto L. Geografia: conceito e temas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. p. 77-116. 2000.

VASCONCELLOS, João José de Sepulveda e. Carta da provincia do Espírito Santo: com parte da Provincia de Minas que lhe está adjacente. Rio de Janeiro: Lith. Imperial de Rensbury, 1856. 1 mapa, 43 x 49cm. sobre folha 52 x 58cm. Escala gráfica de 10 léguas portuguesas de 18 ao grau (=6,4cm.). ((W44° - W39° / S17° - S22°)). Disponível em: http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_cartografia/cart528776/cart528776.htm. Acesso em: 10 maio 2022.

VASCONCELLOS, José Marcelino P. de. Ensaio sobre a História e Estatística da Província do Espírito Santo. Victoria: Typographia de P. A D’Azeredo, 1858.

Publicado
2025-10-31
Como Citar
Peçanha Rostoldo, J. (2025). Miunças, café e açúcar: economia e distribuição populacional no século XIX – Povíncia do Espírito Santo. Dialogos, 29(2), 51-71. https://doi.org/10.4025/dialogos.v29i2.74151