A DICOTOMIA CIVILIZATÓRIA EM GOIÃS NA DÉCADA DE 1950 E O PROJETO SOCIAL DA IGREJA

Autores

  • Lindsay Borges Universidade Federal de Goiás Autor

DOI:

https://doi.org/10.4025/rbhranpuh.v4i12.30270

Palavras-chave:

Igreja, sertão, desenvolvimento

Resumo

Nesse artigo são examinados discursos do primeiro arcebispo de Goiânia, Dom
Fernando Gomes dos Santos, publicados na Revista da Arquidiocese, nos quais projetava Goiás como modelo de região que se desenvolvia sob o influxo da Igreja. Por meio de uma contextualização histórica, o objetivo é perscrutar como as propostas do prelado se inseriram no projeto desenvolvimentista preconizado para o Brasil. O propósito é sinalizar, ainda, como o prelado interpretou os conceitos de civilização e cultura muito em voga no período e que foram
por ele traduzidos sob a perspectiva da Igreja. Em uma sociedade em acelerado processo de modernização, nos anos 1950, a Igreja se engajou nas discussões e nos projetos de desenvolvimento do país, como forma de manter a hegemonia religiosa. Para o arcebispo, Goiás deveria ser inserido de modo particular nesse processo, pela sua localização geográfica e pela fundação de sua capital, Goiânia (1933), e de Brasília (1960), signos de seu papel progressista.

Biografia do Autor

  • Lindsay Borges, Universidade Federal de Goiás

    Doutora em História pela Universidade Federal de Goiás, área de concentração História, Memória e Imaginários Sociais; professora da Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia, da Universidade Federal de Goiás.

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ARTIGOS LIVRES

Como Citar

A DICOTOMIA CIVILIZATÓRIA EM GOIÁS NA DÉCADA DE 1950 E O PROJETO SOCIAL DA IGREJA. (2015). Revista Brasileira De História Das Religiões, 4(12). https://doi.org/10.4025/rbhranpuh.v4i12.30270