ÃGUAS DE ANGOLA EM ILHÉUS: CONFIGURAÇÕES IDENTITÃRIAS NO CANDOMBLÉ DO SUL DA BAHIA

Autores

  • Valéria Amim UESC Autor

DOI:

https://doi.org/10.4025/rbhranpuh.v4i10.30388

Palavras-chave:

Nações de Candomblé, Candomblé Angola, Ilhéus, Identidade

Resumo

O campo afro-religioso brasileiro, notavelmente, forjou-se, a partir heterogeneidade dos grupos étnicos introduzidos no Brasil, como escravos. Divididos em nações, esses grupos, disseminaram processos socioculturais na [re}configuração de modelos e estilos de vida. No caso da religião, essas diversas identidades religiosas, assumidas como raízes ou nações, delimitaram as fronteiras litúrgicas entre os terreiros. O estudo sobre as configurações identitárias no Candomblé do Sul da Bahia, especificamente o Candomblé Angola em Ilhéus, objeto de análise em questão, utilizou a tradição histórica dos estudos etnológicos e etnográficos sobre os candomblés da Bahia. Recorreu-se, ainda, às análises comparativas e etno-históricas dos estudos afro-religiosos nos níveis macro e microanálitos. O trabalho de campo configurouse, primeiramente, a partir de um levantamento dos terreiros na cidade de Ilhéus, desenvolvido no ano de 2008, bem como, posteriormente, da observação mais sistemática de sete terreiros da nação angola e um de ijexá, buscando identificar os elementos portadores de referências nos movimentos identitários forjados nas narrativas de origem de cada comunidade. Tais movimentos revelaram formas de seleção de elementos de diferentes épocas articulados pelos grupos de terreiros (nações), em relatos portadores de coerência, dramaticidade, originalidade e forte sentido religioso.

Biografia do Autor

  • Valéria Amim, UESC
    Professora Adjunta do Curso de Comunicação Social do Departamento de Letras e Artes - DLA da Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC e pesquisadora do Núcleo de Estudos Afro-Baianos Regionais – KÀWÉ na Linha de Pesquisa Religião, Saúde e Práticas Sociais. Atualmente, coordena o projeto de Mapeamento dos terreiros de matriz africana da Bacia do Leste, financiado pela Fundação de
    Amparo à Pesquisa na Bahia – Fapesb. 

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Edição

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ARTIGOS LIVRES

Como Citar

Amim, V. (2015). ÁGUAS DE ANGOLA EM ILHÉUS: CONFIGURAÇÕES IDENTITÁRIAS NO CANDOMBLÉ DO SUL DA BAHIA. Revista Brasileira De História Das Religiões, 4(10). https://doi.org/10.4025/rbhranpuh.v4i10.30388