O Rio de Iemanjá: uma cidade e seus rituais

  • Joana Bahia Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Palavras-chave: festa de Iemanjá, praias, espaços urbanos, cidade do Rio de Janeiro.

Resumo

Este artigo analisa a importância das oferendas a Iemanjá e sua inserção na história da cidade do Rio de Janeiro a partir da circularidade das memórias dos agentes religiosos, em especial aqueles relacionados com as religiosidades afro-brasileiras. Analisamos as matérias de jornais desde meados do século XIX até os anos 1980 na Hemeroteca da Biblioteca Nacional e as memórias das casas de santo sobre a Festa de Iemanjá, relacionando-as com a história da cidade, em especial com os espaços da praia e da orla carioca que desapareceram nas sucessivas obras presentes na história das mudanças urbanas na cidade e as ruínas transformadas em outros espaços urbanos. Deve-se lembrar que o deslocamento do povo de santo para as áreas periféricas da cidade entre os anos 1930 e 1940 fez com que novos espaços (cachoeiras, rios, parques) fossem ocupados para os rituais.

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Biografia do Autor

Joana Bahia, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Doutora em Antropologia social/Museu Nacional/PPGAS

Professora Associada do Programa de Pós Graduação em História Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Depatamento de Ciências Humanas.

Publicado
2017-12-23
Como Citar
Bahia, J. (2017). O Rio de Iemanjá: uma cidade e seus rituais. Revista Brasileira De História Das Religiões, 10(30), 177-215. https://doi.org/10.4025/rbhranpuh.v10i30.35119
Seção
ARTIGOS LIVRES