O Cetro contra o Báculo

a questão religiosa brasileira no Parlamento Imperial

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4025/rbhranpuh.v14i40.54832

Palavras-chave:

Parlamento, questão religiosa, maçonaria

Resumo

Entre os anos 1872 e 1875 o mundo político brasileiro foi sacudido com a chamada Questão Religiosa, colocando frente a frente a Igreja e o Estado brasileiro. O papa Pio IX havia publicado a encíclica Quanta Cura, cujo anexo Syllabus entre outras coisas condenava a maçonaria, proibindo que católicos participassem desta instituição. No Brasil, devido à existência do Padroado e do Beneplácito, estas determinações papais não tiveram a sanção governamental para serem colocadas em prática, até por que o presidente do conselho de ministros, Visconde de Rio Branco, era o grão-mestre da maçonaria. No entanto, dois bispos, de Olinda e de Belém, resolveram aplicar o que determinava a encíclica, entrando em choque com o governo imperial, sendo processados, condenados e presos. A opinião pública mais bem informada se dividiu: uma parte apoiando a decisão dos bispos, outra defendendo a ação governamental. No parlamento imperial não foi diferente. Este artigo mostra que debates acalorados ocuparam o espaço em diversas sessões, tanto na câmara dos deputados, como no senado, desde 1873 até 1875, quando os bispos foram anistiados.

Biografia do Autor

  • Adelar Heinsfeld, Universidade de Passo Fundo

    Doutor em História, com pós-doutoramento na Pontificia Universidad Católica de Chile. Professor titular nos cursos de graduação e pós-graduação da Universidade de Passo Fundo. e-mail: adelar@upf.br. Orcid: https://orcid.org/0000-0002-7708-8181

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Publicado

2021-04-05

Como Citar

O Cetro contra o Báculo: a questão religiosa brasileira no Parlamento Imperial. (2021). Revista Brasileira De História Das Religiões, 14(40). https://doi.org/10.4025/rbhranpuh.v14i40.54832