A escrita literária como experiência dos corpos políticos: uma leitura do conto “Frio” de João Antônio

Autores

  • Ramon Guillermo Mendes Universidade Estadual de Ponta Grossa, UEPG. Autor

DOI:

https://doi.org/10.4025/revurut.vi32.26297

Resumo

O presente trabalho busca analisar o conto “Frio” de João Antônio, lançado em 1975 e que compõe a obra “Malagueta, Perus e Bacanaço”, lançando mão das noções de experiência de Benjamin e vida nua de Agamben, propondo convergir o texto literário e a filosofia atentando para a emergência de se pensar a biopolítica e o papel da literatura ou da linguagem poética enquanto testemunho da barbárie. A leitura proposta atende a necessidade que o conto de João Antônio nos traz de se pensar a estética trágica das paisagens urbanas, do cotidiano e como a literatura pode dialogar com a vida. No trânsito de um menino de rua negro e sem nome que tem o costume de falar sozinho pelas ruas de São Paulo, somos apresentados aos seus pensamentos, em um discurso indireto-livre, até que ele chegue ao ferro-velho, objetivo de sua jornada, que aqui propomos como movimento ético.

Biografia do Autor

  • Ramon Guillermo Mendes, Universidade Estadual de Ponta Grossa, UEPG.
    Graduado em História Bacharelado pela Universidade Estadual e Ponta Grossa e graduando em Licenciatura Português/Inglês pela mesma instituição.

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Publicado

2015-11-24

Edição

Seção

Literatura Política

Como Citar

A escrita literária como experiência dos corpos políticos: uma leitura do conto “Frio” de João Antônio. (2015). Revista Urutágua, 32, 82-92. https://doi.org/10.4025/revurut.vi32.26297