Ecologias em disputas: a ecologia de Gilberto Freyre e a Ecologia Humana da Escola de Chicago (1930-1940).

Autores

  • Ana Carolina Vila Ramos Santos UNICAMP Autor

DOI:

https://doi.org/10.4025/revurut.v0i21.8686

Palavras-chave:

Gilberto Freyre, pensamento social, ecologia, natureza

Resumo

A temática ambiental tem tomado, a cada dia, espaço e vigor nas discussões sobre sociedade e política; embora as pesquisas recentes tomem o tema pela sua contemporaneidade e urgência, minha proposta nessa comunicação é tomar a questão ambiental do ponto de vista da história do pensamento social brasileiro. A obra “Nordeste” de Gilberto Freyre apresentou-se como porta de entrada privilegiada nesse empreendimento: ao expor sua crítica ecológica aos processos de ocupação do espaço e de produção da vida nordestina, Freyre articula natureza, sociedade e cultura numa só problemática. Proponho, então, uma análise da crítica ecológica freyreana tal como trabalhada em “Nordeste” tomando como ponto de partida uma contraposição entre as propostas ecológicas da Ecologia Humana da Escola de Chicago e as propostas do autor tal como expostas em “Nordeste” e “Sociologia”; duas serão as idéias críticas nesse empreendimento: as discordâncias de Freyre quanto ao método matemático-estatístico dos americanos e a preponderância da noção de tempo na ecologia freyreana em contraposição a centralidade da noção de espaço na ecologia americana.

Biografia do Autor

  • Ana Carolina Vila Ramos Santos, UNICAMP
    Bacharel e licenciada em Ciências Sociais pela USP (2004) Mestre em Sociologia pela UNICAMP (2008) Doutoranda em Sociologia pela UNICAMP

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Publicado

2010-05-15

Como Citar

Ecologias em disputas: a ecologia de Gilberto Freyre e a Ecologia Humana da Escola de Chicago (1930-1940). (2010). Revista Urutágua, 21, 160-173. https://doi.org/10.4025/revurut.v0i21.8686