Igreja e religiosidade na urbanização de cidades coloniais nas Américas, nos séculos XVI a XVIII

  • Ana Paula Garcia de Medeiros Universidade Veiga de Almeida

Resumen

O processo de formação das cidades coloniais nas Américas foi bastante diferente, conforme se analise os territórios de ocupação portuguesa, espanhola ou anglo-saxônica. Essa diferença se dá em vários níveis, tanto levando em consideração a situação política das Metrópoles em questão quanto suas estratégias de colonização. Neste cenário, a religião e suas instituições exercem diferentes papéis na urbanização dos primeiros assentamentos urbanos. Na América Ibérica observamos uma expressiva participação da Igreja Católica, através principalmente das ordens e irmandades, cuja atuação vai desde a organização da vida social e cultural das cidades até a execução de serviços de infra-estrutura, ressaltando-se seu destaque na própria configuração espacial das cidades. Já na América do Norte, a religiosidade dos primeiros colonos apresenta características mais descentralizadas e plurais, condizentes com um quadro político-administrativo mais autônomo. Por outro lado, essa pluralidade de denominações religiosas também revela a dificuldade daquela sociedade com a incorporação das diferenças próprias da vida urbana, e esta será sempre avaliada negativamente em face da nostalgia de um estado rural que eles pensam ser compatível com o desenvolvimento econômico, a liberdade, a manifestação da personalidade e até a verdadeira sociabilidade.

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Biografía del autor/a

Ana Paula Garcia de Medeiros, Universidade Veiga de Almeida
Arquiteta, Mestre em Urbanismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Professora na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ
Publicado
2010-05-15
Cómo citar
Medeiros, A. P. G. de. (2010). Igreja e religiosidade na urbanização de cidades coloniais nas Américas, nos séculos XVI a XVIII. Revista Urutágua, (21), 57-71. https://doi.org/10.4025/revurut.v0i21.8704