ASPECTOS DA ACIDEZ E CORREÇÃO DO SOLO PARA O CULTIVO DE HELIANTHUS ANNUUS

  • Thiago Henrique de Souza UEM
  • ANTONIO NOLLA UEM
  • Pedro Henrique da Silva UEM
  • THAYNARA GARCEZ DA SILVA UEM
Palavras-chave: Girassol, Alumínio, Calagem, Saturação por bases

Resumo

O girassol (Helianthus annuus L.) é uma cultura de elevada relevância econômica, utilizada na produção de óleo, biodiesel e alimentação animal. Contudo, sua produtividade é afetada por limitações químicas do solo, especialmente a acidez. Essa condição é comum em solos tropicais brasileiros e impacta diretamente o desenvolvimento da cultura. Objetivou-se reunir e analisar informações científicas sobre a interação entre o girassol e a acidez do solo, com ênfase nos efeitos da toxicidade por alumínio, nos atributos químicos do solo relacionados à calagem e nos critérios técnicos para sua recomendação. A literatura demonstra que solos ácidos, caracterizados por baixos valores de pH, alta saturação por alumínio e deficiência de cálcio e magnésio, limitam significativamente o crescimento do girassol. A toxicidade por Al³⁺ afeta principalmente o sistema radicular, reduzindo sua expansão e comprometendo a absorção de água e nutrientes. Estudos indicam que a cultura apresenta melhor desempenho em solos com pH entre 5,5 e 6,0 e saturação por bases superior a 60%. Nesse contexto, a calagem é amplamente reconhecida como a prática mais eficiente para corrigir a acidez do solo, pois promove a neutralização do alumínio tóxico, eleva o pH e aumenta a disponibilidade de Ca²⁺ e Mg²⁺. Além disso, contribui para a melhoria da capacidade de troca catiônica e da fertilidade do solo. A recomendação adequada da calagem deve considerar parâmetros como análise química do solo, necessidade de calagem e características específicas da cultura, sendo essencial para maximizar o potencial produtivo do girassol em ambientes tropicais.

 

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Publicado
2026-04-26