CORRETIVOS DE ACIDEZ DO SOLO NA CULTURA DA MAMONA: PROPRIEDADES, EFICIÊNCIA AGRONÔMICA E CRITÉRIOS DE RECOMENDAÇÃO
Resumo
A mamona (Ricinus communis L.) é uma oleaginosa de expressiva importância econômica, com potencial produtivo frequentemente limitado pela acidez do solo, condição prevalente nos solos tropicais brasileiros. O objetivo desta revisão foi reunir informações científicas sobre os principais corretivos de acidez utilizados na agricultura brasileira, suas características técnicas e sua aplicabilidade ao cultivo da mamona. A correção da acidez é indispensável para neutralizar o alumínio tóxico (Al3+), elevar o pH e disponibilizar cálcio e magnésio, nutrientes essenciais à formação dos frutos e à síntese dos ácidos graxos do óleo. Os corretivos disponíveis no mercado são: calcário calcítico, magnesiano e dolomítico, cal virgem, cal hidratada, calcário calcinado e escória siderúrgica. Esses corretivos diferem entre si quanto à natureza química, poder de neutralização (PN), reatividade (RE), poder relativo de neutralização total (PRNT), velocidade de ação, efeito residual e custo. A escolha do corretivo mais adequado depende do diagnóstico preciso da acidez do solo, das características edáficas regionais e das exigências nutricionais da cultura. Em solos arenosos do Noroeste do Paraná, com baixa capacidade de troca catiônica e elevada suscetibilidade à acidificação, o manejo dos corretivos deve ser feito com critério para evitar tanto a subdose quanto a supercalagem, que pode comprometer a disponibilidade de micronutrientes e a produtividade da mamoneira.