Revista Brasileira de História da Educação
https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/rbhe
<p>A Revista Brasileira de História da Educação (RBHE) é uma publicação da Sociedade Brasileira de História da Educação (SBHE). A política editorial segue a comunicação de pesquisa no <em>modus operandi </em>de Ciência Aberta e circula nos meios acadêmicos nacional e internacional desde 2001. O periódico adota a publicação contínua de artigos inéditos resultantes de pesquisas, que abordem temas associados à história e à historiografia da educação. A RBHE tem como objetivos a ampla circulação do conhecimento e a promoção da discussão em torno dos diferentes problemas que permeiam os campos de pesquisa e de ensino da história da educação, a partir de uma perspectiva interdisciplinar e plural em termos teóricos e metodológicos. O periódico publica, também, documentos, resenhas e notas de leitura, assim como entrevistas com personalidades de destaque nacional e internacional. Como publicação de referência, a revista exige o grau mínimo de doutor para autores interessados na submissão de artigos. No caso de autoria coletiva, pelo menos um dos autores deve possuir esta titulação.</p>SBHEpt-BRRevista Brasileira de História da Educação1519-5902<p>Os direitos autorais pertencem exclusivamente aos autores. Os direitos de licenciamento utilizados pelo periódico consistem na licença Creative Commons Attribution 4.0 (CC BY 4.0): são permitidos o acompartilhamento (cópia e distribuição do material em qualqer meio ou formato) e adaptação (<em>remix</em>, transformação e criação de material a partir do conteúdo assim licenciado) para quaisquer fins, inclusive comerciais. </p> <p>Recomenda-se a leitura <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/">desse link</a> para maiores informações sobre o tema: fornecimento de créditos e referências de forma correta, entre outros detalhes cruciais para uso adequado do material licenciado.</p>O Palácio da Educação e a escola a ser vista na Exposição Paris 1900
https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/rbhe/article/view/74721
<p>Analisa-se a presença da educação na Exposição Paris 1900, por meio da edificação do Palácio da Educação, da configuração do Museu Retrospectivo e da mostra de materiais e imagens fotográficas, cujo objetivo era dar a ver a vida escolar na França e nos demais países participantes. A mostra permitiu comparar o desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis, entre as nações, e a definição de centros civilizados, considerados como patamares a serem alcançados. A partir dos catálogos editados dessa Exposição Universal, foi possível analisar uma preocupação dos curadores com a escassez de imagens e materialidades disponíveis para demonstrar os progressos auferidos na escolarização e constatar que a fotografia foi utilizada com o propósito de documentar e de mostrar a escola francesa naquele momento.</p>Zita Rosane Possamai
Copyright (c) 2026 Zita Rosane Possamai (Autor)
http://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-042026-02-04261e399e39910.4025/rbhe.v26.2026.e399Sociedade Feminina de Puericultura
https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/rbhe/article/view/75606
<p>Este artigo aborda os primeiros anos de funcionamento da Sociedade Feminina de Puericultura, associação criada em São Paulo no ano de 1905, com o compromisso de promover auxílio a mães e a crianças, sobretudo, pobres. Examina a sua organização, seus objetivos e suas ações como possibilidades de atuação feminina em âmbito público, na interface com representações de gênero e com a hegemonia masculina no estabelecimento das normas para a saúde e a educação. A operação historiográfica se baseia na análise de um conjunto diverso de fontes, dentre as quais relatórios, livros de matrículas, livros-caixa, registros e atas de reunião, produzidos pela Sociedade, e publicações da imprensa contemporânea. Apropriando aportes teórico-metodológicos da história social, destacam-se as pessoas, suas relações e apropriações criativas dos repertórios discursivos e práticos da época. Observa-se a confluência entre a ação feminina no combate à mortalidade infantil, ao desamparo e à pobreza, bem como a ampliação de sua atuação fora do âmbito doméstico. As experiências da Sociedade Feminina de Puericultura revelam a complexidade de relações sociais assimétricas em suas conexões com aspectos econômicos, sociais e de gênero que atravessavam as experiências femininas no começo do XX.</p>Carolina MostaroKatia Siqueira Gonçalves Rodrigues
Copyright (c) 2026 Carolina Mostaro Neves da Silva, Katia Siqueira Gonçalves Rodrigues (Autor)
http://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-032026-02-03261e400e40010.4025/rbhe.v26.2026.e400A criação do Conselho Superior de Instrução Pública do Pará (1864)
https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/rbhe/article/view/76091
<p>O presente artigo tem como objetivo compreender o processo de instituição do Conselho Superior de Instrução Pública do Pará no ano de 1864. Para o desenvolvimento desse objetivo, realizamos uma pesquisa histórica com análise documental de fontes, bem como um levantamento bibliográfico, revisando obras que abordam a temática e baseando-nos em alguns conceitos do filósofo italiano Antonio Gramsci. Como principais resultados deste estudo, damos ênfase à criação do Conselho e à determinação de suas funções. Inferimos que o órgão pode ser interpretado como um Aparelho Privado de Hegemonia, constituindo-se como um espaço que materializa o conceito de Estado Ampliado, uma vez que era palco da relação dialética entre a sociedade civil e sociedade política.</p>Marcus RibeiroAlberto DamascenoKarla Nazareth Corrêa de Almeida
Copyright (c) 2026 Marcus Ribeiro, Alberto Damasceno, Karla Nazareth Corrêa de Almeida (Autor)
http://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-042026-02-04261e401e40110.4025/rbhe.v26.2026.e401 Incursões pela "arte de governar" a infância pobre em Portugal
https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/rbhe/article/view/77747
<p>O propósito deste trabalho consiste na análise, discussão e compreensão do governo da infância pobre em Portugal, na década de 1930. Discute-se essa infância como um problema social e a consequente emergência de ações, saberes e contextos técnico-institucionais – como é o caso do Dispensário de Puericultura de Castelo Branco – no contexto político do Estado Novo português. Através de uma metodologia de natureza qualitativa, convocamos um <em>corpus documental</em> constituído por fontes documentais publicadas e existentes em arquivos pessoais e institucionais, com destaque para a produção científica do diretor do dispensário, o médico José Lopes Dias. O olhar atento, no contexto da modernidade, sobre a infância portuguesa pobre traduz-se na existência de um sistema de poder mais amplo que atuou nos indivíduos através de saberes e instituições criadas para o efeito. Assume-se que essa infância pobre, e suas famílias, deviam ser acompanhadas para evitar desvios sociais e comportamentos errantes numa sociedade que se pretendia de progresso e civilizada. O Dispensário de Puericultura, à semelhança de outros, constituiu um dispositivo ao serviço de um projeto de Estado, no contexto da modernidade, que valorizava a vida e a sua utilidade e produtividade, ampliando a qualidade da população.</p>Helder Manuel Guerra Henriques
Copyright (c) 2026 Helder Manuel Guerra Henriques (Autor)
http://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-072026-02-07261e402e40210.4025/rbhe.v26.2026.e402A educação rural nos relatórios do Departamento de Ensino Elementar e Coordenação de Educação Primária do Distrito Federal (1960-1971)
https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/rbhe/article/view/77475
<p>O objetivo do artigo é delinear a educação rural ofertada no Distrito Federal conforme representada nos relatórios do Departamento de Ensino Elementar/Coordenação de Educação Primária da Fundação Educacional, entre os anos de 1960 e 1971. As conclusões apontam que o serviço de orientação rural colocou em prática, com algum êxito, os princípios da pedagogia ruralista de Helena Antipoff. As escolas rurais tiveram diretrizes arquitetônicas propostas pelo serviço de orientação rural. Numericamente, representavam uma pequena parcela da rede de escolas públicas, mas, ainda assim, recebiam atenção especial para seu funcionamento. As flutuações populacionais parecem ter interferido no cotidiano dessas escolas, demarcando condições para sua abertura ou fechamento.</p>Juarez Jose Tuchinski dos Anjos
Copyright (c) 2026 Juarez Jose Tuchinski dos Anjos (Autor)
http://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-02-072026-02-07261e403e40310.4025/rbhe.v26.2026.e403