ECO-HISTÓRIA DA PAISAGEM
DOI:
https://doi.org/10.4025/bolgeogr.v15i1.12880Palavras-chave:
Eco-história, paisagem rural, determinismo, possibilismo, sociedade, naturezaResumo
Abrir a história das paisagens rurais por um quadro geográfico é supor o problema ecológico resolvido. É mumificar um espaço artificialmente estabilizado no tempo e delimitar no espaço; senão falsificar, ao menos embaraçar de pressupostos a análise das relações históricas entre as comunidades do campo e os meios físicos, é finalmente congelar o movimento da natureza e da história, quando o que se precisa é colocá-lo em evidência. A evolução histórica das paisagens, regra geral, é negligenciada pelos ecologistas - pouco familiarizados com os fatos e os documentos históricos -; pelos historiadores que, com raríssimas exceções, não interpretam os documentos relativos ao meio "natural", e pelos geomorfólogos, que enfatizam mais o conhecimento dos meios quaternários em detrimento da dinâmica atual das paisagens, ou seja, ignoram o período histórico. O espaço rural é uma criação humana permanente, que depende não somente das populações campesinas que o cultivam e que nele vivem, mas também de uma parte da burguesia urbana que detém o domínio político e imobiliário. Mas o espaço rural não existe fora das condições naturais. Ele é uma realidade ecológicaDownloads
Publicado
2011-03-25
Edição
Seção
Artigos científicos
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Como Citar
PASSOS, Messias Modesto dos. ECO-HISTÓRIA DA PAISAGEM. Boletim de Geografia, [S. l.], v. 15, n. 1, p. 69–84, 2011. DOI: 10.4025/bolgeogr.v15i1.12880. Disponível em: https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/BolGeogr/article/view/12880. Acesso em: 13 jun. 2026.






