IMIGRAÇÃO JAPONESA E RELAÇÃO COM A TERRA: ESTUDO EM ASSAÃ-PR

Autores

  • Jamile Ruthes Bernardes Autor
  • Maria del Carmen Matilde Huertas Calvente Autor

DOI:

https://doi.org/10.4025/bolgeogr.v32i1.13363

Palavras-chave:

Migrações.Valorização da terra. Japoneses.

Resumo

Fato comum em muitos países do mundo, as migrações podem refletir o grau de satisfação ou insatisfação das pessoas em relação aos lugares. No Brasil, a miscigenação da população é prova de que muitos povos de diversas etnias, culturas e tradições compartilham a mesma sociedade, ou seja, a sociedade brasileira. Um dos povos presentes neste país é o japonês, que por proceder do oriente possui cultura e tradição diferente da ocidental, o que caracteriza algumas diferenças notáveis, como a fisionomia (traços orientais), os templos dedicados ao Budismo – que possuem arquitetura muito peculiar –, o bom desempenho da mão de obra japonesa na agricultura – como na olericultura –, entre outras peculiaridades. Presentes em maior quantidade nos estados de São Paulo e Paraná, os japoneses foram inicialmente inseridos nas fazendas de café para que auxiliassem nos tratos culturais e na colheita do produto. O regime de colonato pautava-se na contratação do colono (imigrante) e sua família para que trabalhassem nos moldes de empreitada. Este artigo trata de uma análise feita sobre a mão de obra de japoneses e descendentes no município de Assaí – PR, em que foram entrevistados 33 agricultores, japoneses e descendentes de japoneses, com o intuito de verificar como é a relação deles com a terra em suas propriedades. Buscou-se verificar se há maior envolvimento na atividade devido à cultura japonesa ser, em parte, pautada em persistência e valorização da terra. 

Biografia do Autor

  • Jamile Ruthes Bernardes
    Mestre pela UEL
  • Maria del Carmen Matilde Huertas Calvente
    Docente da UEL

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Publicado

2014-09-29

Edição

Seção

Artigos científicos

Como Citar

IMIGRAÇÃO JAPONESA E RELAÇÃO COM A TERRA: ESTUDO EM ASSAÍ-PR. Boletim de Geografia, [S. l.], v. 32, n. 1, p. 17–34, 2014. DOI: 10.4025/bolgeogr.v32i1.13363. Disponível em: https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/BolGeogr/article/view/13363. Acesso em: 7 jun. 2026.