Caracterização morfológica e mineralógica de solos em ambientes de cordilheira e campo de inundação no pantanal de Poconé, Mato Grosso - doi: 10.4025/bolgeogr.v31i1.17506

Autores

  • Juberto Babilônia de Sousa Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso – Campus de Cáceres – IFMT Autor
  • Célia Alves de Souza Universidade do Estado de Mato Grosso - UNEMAT. Departamento de Geografia e Mestrado em Ciências Ambientais - UNEMAT. Autor

DOI:

https://doi.org/10.4025/bolgeogr.v31i1.17506

Palavras-chave:

Pantanal – Mato Grosso, Cordilheira e Campo de Inundação,

Resumo

O presente estudo foi realizado na sub-região do Pantanal de Poconé, estado de Mato Grosso. Foram estudados dois solos, sendo um Luvissolo Hipocrômico Órtico planossólico e um Gleissolo Háplico Tb Distrófico argissólico, representativos de ambientes distintos do Pantanal Mato-grossense, Cordilheira e Campo de inundação periódica, respectivamente. Objetivou-se compreender a gênese dos solos, a partir da caracterização e estudo de suas propriedades morfológicas e mineralógicas. Os resultados mostraram que a diferença de umidade entre os solos está relacionada a pequena diferença de cota dos ambientes e refletiu-se nas propriedades dos solos. Entre as características morfológicas, é evidente o maior efeito de hidromorfismo no solo do ambiente Campo de inundação periódica. Formas de ferro livre ocorrem em maiores teores no solo do ambiente Cordilheira, enquanto o solo do ambiente Campo de inundação periódica apresenta maiores teores de formas de ferro amorfas ou de baixa cristalinidade. Nas extrações de alumínio, observou-se a presença deste elemento nas formas de polímeros ou de baixa cristalinidade. A mineralogia da fração argila dos dois solos mostrou-se bastante semelhante, constituíndo uma variabilidade de minerais, dentre os quais destacam-se a caulinita (Ct) e minerais 2:1, como a ilita (Il), vermiculita com hidróxi entre camadas (VHE) e, possivelmente, a esmectita (Es) no solo do ambiente Cordilheira; há ainda a ocorrência do quartzo (Qz). Os óxidos de ferro predominantes nos dois solos foram a hematita (Hm), goethita (GT) e lepidocrocita (Lp).

Biografia do Autor

  • Juberto Babilônia de Sousa, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso – Campus de Cáceres – IFMT

    Possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal de Mato Grosso (1996) e mestrado em Agronomia (Solos e Nutrição de Plantas) pela Universidade Federal de Viçosa (2003). Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Gênese, Morfologia e Classificação dos Solos, atuando principalmente nos seguintes temas: levantamento de solos (pedologia), levantamento do meio físico, recuperação de áreas degradadas, geoquímica ambiental, geomorfologia fluvial e uso e manejo do solo. Atualmente exerce o cargo de Professor Efetivo do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico no Instituto Federal, Ciência e Tecnologia - Campus Cáceres/MT, atuando na área: agricultura/fitotecnia, ministrando as discilpinas: fertilidade do solo, nutrição de plantas, gênese e morfologia do solo, classificação do solo e olericultura. Doutorando em Geografia pela Universidade Federal Fluminense - UFF.

  • Célia Alves de Souza, Universidade do Estado de Mato Grosso - UNEMAT. Departamento de Geografia e Mestrado em Ciências Ambientais - UNEMAT.

    Doutora em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ. Professora Adjunto do Departamento de Geografia e Orientadora do Programa de Pós-Graduação de Mestrado em Ciências Ambientais da Universidade do Estado de Mato Grosso – Campus de Cáceres - UNEMAT.

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Publicado

2012-10-08

Edição

Seção

Artigos científicos

Como Citar

Caracterização morfológica e mineralógica de solos em ambientes de cordilheira e campo de inundação no pantanal de Poconé, Mato Grosso - doi: 10.4025/bolgeogr.v31i1.17506. Boletim de Geografia, [S. l.], v. 31, n. 1, p. 53–66, 2012. DOI: 10.4025/bolgeogr.v31i1.17506. Disponível em: https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/BolGeogr/article/view/17506. Acesso em: 7 jun. 2026.