ANÃLISE COMPARATIVA ENTRE MÉTODOS DE ESTIMATIVAS DE PERDA DE SOLOS, O CASO DO RIBEIRÃO MORANGUEIRA - PR

Autores

  • Carina Petsch Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS Autor
  • Manoel Luiz dos Santos Universidade Estadual de Maringá - UEM Autor

DOI:

https://doi.org/10.4025/bolgeogr.v33i1.20023

Palavras-chave:

Erosão. Modelagem matemática. EUPS.

Resumo

Os processos erosivos podem ocorrer devido à fatores naturais, ou então serem desencadeados ou acelerados pela ação antrópica, que ao não ser planejada pode acarretar profundas alterações nas características naturais do solo. Para estimar a perda de solo de uma bacia hidrográfica são bastante difundidos os modelos matemáticos, como a EUPS, Kirkby,  e MEUPS que permitem análises quantitativas desse importante processo superficial em diferentes escalas. O objetivo desta pesquisa é a aplicação de 2 modelos matemáticos para estimativa da perda de solo como uma tentativa de apurar qual modelo de estimativa de perda de solo melhor se aplica para os solos da região de Maringá. A área de estudo localiza-se no norte do Paraná, no município de Maringá. A EUPS (Equação Universal de Perda dos Solos) considera o fator erosividade da chuva, erodibilidade do solo, comprimento da rampa, declividade do terreno, uso e manejo e práticas conservacionistas desenvolvidas. Já a equação proposta por Kirkby (1976), considera a precipitação anual, capacidade de armazenamento de água no solo e a evapotranspiração. A aplicação da EUPS demonstra a predominância da classe de perda de solos de 0-1 ton/ha/ano no período de solo coberto, ocupando 28,2 km², portanto, a classe de menor perda de solo, encontrada para essa área, foi a que predominou. No período exposto mesmo havendo a predominância da classe de 0-1 ton/ha/ano, as classes de maior perda de solo, de 2-5 e 5-10 ton/ha/ano, ocuparam uma área de 5,25 km² e 5,61 km², respectivamente.  As classes de maior perda de solos se concentraram em áreas declivosas com solos rasos. A metodologia de Kirby (1976) demonstrou resultados pouco satisfatórios, provavelmente por que nesse caso, os dados pluviométricos foram considerados homogêneos para toda a bacia hidrográfica, indicando que para a sua aplicação é necessário um maior detalhamento de dados de precipitação.

Biografia do Autor

  • Carina Petsch, Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
    Programa de Pós-Graduação em Geografia
  • Manoel Luiz dos Santos, Universidade Estadual de Maringá - UEM
    Departamento de Geografia / Grupo de Estudos Multidisciplinares do Ambiente - GEMA

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Publicado

2015-12-06

Edição

Seção

Artigos científicos

Como Citar

ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE MÉTODOS DE ESTIMATIVAS DE PERDA DE SOLOS, O CASO DO RIBEIRÃO MORANGUEIRA - PR. Boletim de Geografia, [S. l.], v. 33, n. 1, p. 15–26, 2015. DOI: 10.4025/bolgeogr.v33i1.20023. Disponível em: https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/BolGeogr/article/view/20023. Acesso em: 6 jun. 2026.