A CHINA QUE NINGUÉM VÊ: MIGRANTES CHINESES NO CENTRO COMERCIAL DAS CIDADES CEARENSES

Autores

  • Elidiane Silvia Ferreira Universidade Estadual do Ceará - UECE Autor
  • Denise Cristina Bomtempo Universidade Estadual do Ceará - UECE Autor

DOI:

https://doi.org/10.4025/bolgeogr.v36i1.33906

Palavras-chave:

Migração internacional. Circuitos da economia urbana. China. Ceará.

Resumo

No Brasil, no fim do século XX e início do século XXI, presenciamos um intenso movimento de pessoas que se deslocam em diferentes escalas, entre elas: metropolitana, intra-regional, inter-regional, global etc. Do ponto de vista da escala global, o movimento migratório chega ao país articulado às atividades econômicas vinculadas, sobretudo, aos circuitos da economia urbana e imprime marcas em cidades que desempenham diferenciadas funções na rede urbana brasileira. Nesse contexto, é possível identificar no Ceará investidores e trabalhadores de várias nacionalidades, entre eles, europeus que possuem um histórico de migrações com o país desde séculos anteriores, fronteiriços e asiáticos no qual estão inseridos os migrantes chineses. Esse grupo chegou ao Brasil a partir de 1810 e se dedicou a desenvolver atividades agrícolas, todavia no século XX passou a ampliar suas atividades laborais em outros setores da economia, na qual resultou em novas territorialidades na escala do território brasileiro, sobretudo nas grandes cidades, com destaque para: Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Curitiba e Fortaleza; e também cidades de porte médio, tais como: Juazeiro do Norte e Sobral (CE). Atualmente, a presença dos migrantes chineses no centro das cidades cearenses, têm se tornado notória, já que eles se inserem principalmente através de atividades comerciais. Diante do exposto, objetiva-se neste artigo, analisar a migração chinesa nas cidades de Fortaleza, Sobral e Juazeiro do Norte, municípios do Estado do Ceará, bem como a articulação com as atividades econômicas ligadas aos circuitos da economia urbana.

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Publicado

2018-06-15

Edição

Seção

Artigos científicos

Como Citar

A CHINA QUE NINGUÉM VÊ: MIGRANTES CHINESES NO CENTRO COMERCIAL DAS CIDADES CEARENSES. Boletim de Geografia, [S. l.], v. 36, n. 1, p. 48–61, 2018. DOI: 10.4025/bolgeogr.v36i1.33906. Disponível em: https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/BolGeogr/article/view/33906. Acesso em: 29 maio. 2026.