GOIÂNIA: ENTRE A ESQUIZOFRENIA URBANA E OS DEVANEIOS QUIXOTEANOS

Authors

  • Marcelo de Mello Universidade Estadual de Goiás - UEG Author

DOI:

https://doi.org/10.4025/bolgeogr.v34i1.20913

Keywords:

Cidade. Segregação. Literatura. Razão.

Abstract

Goiânia foi construída nas décadas de 1930 e 1940 para redefinir relações consolidadas em torno da tradição do ambiente rural. A nova cidade-capital emergiu para recompor valores e evocar potencialidades. Este processo objetivou a produção de uma nova relação do homem goiano com o mundo. Ele deveria pautar suas ações em uma racionalidade inerente a vida urbana. A nova sede administrativa estadual tornou-se capital de um Goiás mais urbano; contudo, o progresso vislumbrado não se fez presente. Goiânia configurou-se como uma cidade repleta de migrantes produtores de uma pressão por habitação. Tal pressão materializou a Vila Mutirão: um espaço segregado, na região noroeste da cidade, formado por casas de placas de cimento erguidas em regime de mutirão. Esta segregação foi sucedida por uma auto-segregação. Inúmeros condomínios horizontais foram edificados na região sul da cidade. Todavia, as regiões noroeste e sul de Goiânia não são caracterizadas somente por diversidades. Para apresentar uma unidade integradora promovemos um diálogo da ciência com a literatura. Nesta perspectiva, a esquizofrenia urbana de Santos (2004) e Dom Quixote de Cervantes (1987) foram aproximados em um movimento de compreensão do processo de reprodução da metrópole goianiense.


Author Biography

  • Marcelo de Mello, Universidade Estadual de Goiás - UEG
    Doutor, Mestre e Graduado em Geografia pela UFG; Professor do Programa de Pesquisa e Pós-Graduação em Territórios e Expressões Culturais no Cerrado da Universidade Estadual de Goiás - UnUCSEH.

Published

2016-10-22

Issue

Section

Artigos científicos

How to Cite

GOIÂNIA: ENTRE A ESQUIZOFRENIA URBANA E OS DEVANEIOS QUIXOTEANOS. Boletim de Geografia, [S. l.], v. 34, n. 1, p. 130–140, 2016. DOI: 10.4025/bolgeogr.v34i1.20913. Disponível em: https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/BolGeogr/article/view/20913. Acesso em: 7 jun. 2026.