Avaliação do regime de fogo em florestas degradadas no Estado do Amapá

Palavras-chave: Queimadas, Desmatamento, Sensoriamento Remoto, Amazônia

Resumo

Este estudo analisou a dinâmica das queimadas no estado do Amapá, investigando a influência de fatores climáticos e antrópicos na ocorrência e distribuição espacial dos focos de calor. A metodologia empregou o Sensoriamento Remoto como ferramenta principal, utilizando dados de focos de calor do sensor MODIS para a análise temporal e espacial das ocorrências. Para contextualização climática, foram utilizados dados de precipitação do CHIRPS para avaliar o déficit hídrico. O fator antrópico foi analisado com base nos dados de desmatamento do Projeto PRODES. A integração desses dados permitiu a correlação entre as variáveis e a incidência de queimadas. Os resultados indicaram uma forte correlação entre desmatamento e déficit hídrico com a incidência de queimadas. Observou-se um aumento significativo, com picos de focos de calor em anos de eventos climáticos extremos, como os de El Niño. Além disso, a análise mensal revelou que os meses de outubro e novembro concentram as maiores quantidades de focos de calor, caracterizando o período de maior vulnerabilidade. As áreas próximas à rodovia BR-156 foram identificadas como zonas prioritárias para monitoramento devido à alta concentração de ocorrências. As implicações socioambientais incluem a degradação da vegetação, a perda de biodiversidade e os riscos à saúde da população local. Conclui-se que o sensoriamento remoto é uma ferramenta essencial para subsidiar estratégias eficazes de prevenção e mitigação. Recomenda-se a integração de políticas públicas, tecnologias de monitoramento e o reconhecimento das práticas tradicionais de manejo do fogo para um enfrentamento efetivo dessa problemática socioambiental no Amapá.

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Publicado
2026-03-05
Como Citar
REIS, J. B. DOS; FERREIRA, F. N.; TAVARES, P. A. Avaliação do regime de fogo em florestas degradadas no Estado do Amapá. Boletim de Geografia, v. 43, p. 172-183, e79292, 5 mar. 2026.
Seção
Artigos científicos