Organização e atuação da atenção primária na pandemia: estudo transversal segundo porte populacional dos municípios¹
DOI:
https://doi.org/10.4025/ciencuidsaude.v24i1.75443Palavras-chave:
Atenção primária à saúde, Vigilância em Saúde Pública, Gestão em Saúde, Demografia, COVID-19Resumo
Objetivo: analisar a organização e assistência da Atenção Primária à Saúde (APS) para casos suspeitos ou confirmados de Covid-19 em municípios brasileiros, segundo o porte populacional. Metodologia: abordagem transversal, analítica e exploratória, com 1.474 gerentes de APS que responderam a questionário via Google Forms entre abril e setembro de 2022. As análises utilizaram razões de prevalência e regressão de Poisson com efeito aleatório. Resultados: em municípios pequenos (portes 1 e 2), a disponibilidade de protetor facial foi 11% mais prevalente (p<0,01) e a de estrutura e equipe para testagem 8% maior (p=0,02) do que nos de porte 3 ou 4. Nessas localidades, o atendimento em ala separada foi 35% mais frequente (p<0,01), a verificação prévia de leitos 78% mais comum (p<0,01) e a vigilância ativa 28% superior (p<0,01). A revisão dos sintomas a cada 48 horas foi 52% mais prevalente (p<0,01). Por outro lado, a adoção de protocolos clínicos para síndromes gripais foi 9% menor (p=0,01). Municípios médios (3 e 4) apresentaram menor disponibilidade de avental (p=0,03) e de desinfecção entre atendimentos (p<0,01), além de piores indicadores de acompanhamento. Conclusão: o porte populacional influenciou a resposta da APS, mais ágil nos municípios pequenos e mais complexa nos grandes.
¹Manuscrito originário da dissertação: Programa Cirurgias Seguras Salvam Vidas como Desafio Global da Organização Mundial de Saúde: panorama das medidas de prevenção de infecção do sítio cirúrgico adotadas em hospitais de grande porte de Minas Gerais, apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, da Universidade Federal de Minas Gerais, 2019.
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