O Nordeste do Brasil como palco da Guerra Fria: a Aliança para o Progresso e o interesse das forças políticas tradicionais nordestinas nas relações Brasil-Estados Unidos (1960-1964).

Autores

  • Pedro Carvalho Oliveira Universidade Estadual de Maringá Autor

DOI:

https://doi.org/10.4025/dialogos.v26i1.56565

Palavras-chave:

Aliança para o Progresso; Guerra Fria; Relações Brasil-EUA; Nordeste

Resumo

O presente artigo busca analisar como e por quais razões a Aliança para o Progresso, programa de desenvolvimento e modernização estadunidense destinado à América Latina, direcionou grandes montantes de recursos financeiros para o Nordeste do Brasil no início dos anos 1960. Veremos, a partir das respostas a isso, como as forças políticas tradicionais do Nordeste, braço das oligarquias agrárias da região, provocaram uma mudança no comportamento da Aliança para o Progresso e, em larga medida, obrigaram os EUA a radicalizar o programa sob a justificativa de implementar sua segurança nacional, acabando por fortalecer as referidas forças políticas ao invés de combater as estruturas por elas preservadas, que, paradoxalmente, entravavam a penetração do capitalismo liberal na região.

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Publicado

2022-04-16

Como Citar

O Nordeste do Brasil como palco da Guerra Fria: a Aliança para o Progresso e o interesse das forças políticas tradicionais nordestinas nas relações Brasil-Estados Unidos (1960-1964). (2022). Dialogos, 26(1), 255-279. https://doi.org/10.4025/dialogos.v26i1.56565