Libro de texto, cultura histórica y formación de la conciencia histórica: entre silencios, disputas y posibilidades de resignificación en la práctica con clase-taller
Resumen
Este artículo analiza críticamente el libro de texto de Historia como un artefacto cultural que moldea la cultura histórica y escolar. No es neutro, sino que conlleva intenciones pedagógicas e ideológicas, legitimando narrativas sobre el pasado. Se discute cómo los manuales escolares, a través del concepto de burdening history de Bodo von Borries, borran o resignifican pasados traumáticos, como la dictadura cívico-militar brasileña. El texto relata una clase-taller con profesores y estudiantes de la FURG, centrada en el análisis crítico de libros de texto de Historia sobre la Dictadura Militar brasileña. Se reafirma la importancia del uso crítico del libro de texto como una entre varias fuentes posibles, promoviendo un currículo plural. Basado en la Educación Histórica y la teoría de la conciencia histórica de Jörn Rüsen, el artículo argumenta que la enseñanza de la Historia debe capacitar a los estudiantes para una lectura ética, crítica y plural del pasado, desarrollando sus competencias interpretativas.
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