De una tradición religiosa al exotismo: balangandãs, una historia de representación (presentación) de una práctica cultural (1947-1970)
Resumen
El propósito de este artículo fue reflexionar sobre cómo el balangandãs (objeto que integra las prácticas religiosas de las matrices africanas), fue interpretado por el folclorista Paulo Afonso de Carvalho, pero no solo, y discutir el imaginario social construido sobre este utensilio cuando se integró a los estudios del folclore (área de conocimiento que se institucionalizó como disciplina en el país, en 1947). Para responder a la pregunta, utilizamos como fuente entrevistas a folcloristas en periódicos, así como las narrativas elaboradas sobre este objeto litúrgico cuando se incorporó a la brasileña a través de la “escritura” museográfica del Museo Folklórico Édison Carneiro. El análisis del discurso y la relación entre el texto y los contextos relevantes fueron los recursos metodológicos utilizados en este estudio. Así, esta investigación considera que los folcloristas, si bien entendieron este instrumento devocional como algo vinculado a la experiencia religiosa de los africanos esclavizados, lo trataron como exótico en el momento en que se estaba construyendo un lugar para una religión de origen africano en el proyecto de un identidad nacional.
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