A construção de imagens de D. Carlos Luiz D’Amour durante as visitas pastorais pela Diocese de Cuiabá em 1885 e 1886

Autores

  • Jérri Roberto Marin Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) Autor

DOI:

https://doi.org/10.4025/rbhranpuh.v8i23.29102

Palavras-chave:

Imagens, D. Carlos Luiz D’Amour, Visitas Pastorais, Poder

Resumo

O artigo analisa as imagens construídas acerca do bispo D. Carlos Luiz D’Amour e da sua gestão durante as duas visitas pastorais que realizou em 1885 e 1886 ao norte e ao sul da diocese de Cuiabá. As fontes são os relatórios das viagens que foram publicados em 1886 e 1890. A criação da imagem pública oficial era organizada a partir da iniciativa de D. Carlos e do clero. As obras eram apologéticas, edificantes, com ênfase nos predicados e nas virtudes excepcionais que tinham como moldes as vidas dos santos, criando-se um eficiente instrumento de propaganda. D. Carlos nunca se descuidava da sua imagem, que atendia às exigências de ostentação do poder episcopal. Ainda, preocupava-se em fortalecer sua imagem pública apenas com olhares positivos, como convém às versões oficiosas de vida modelar e de um mandado divino. Os rituais, a pompa, as cerimônias e as insígnias, como aparatos teatrais, foram utilizados para representar e encenar o poder que efetivamente exercia, transformando o bispo em ícone maior e símbolo dileto da Igreja Católica e do Estado. As construções de imagens procuravam também rebater as críticas a D. Carlos, as quais ressaltavam aspectos seus negativos.

Biografia do Autor

  • Jérri Roberto Marin, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS)
    Professor associado da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Curso de História, Centro de Ciências Humanas e Sociais. Professor da Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Grande Dourados.

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Publicado

2015-10-18

Como Citar

Marin, J. R. (2015). A construção de imagens de D. Carlos Luiz D’Amour durante as visitas pastorais pela Diocese de Cuiabá em 1885 e 1886. Revista Brasileira De História Das Religiões, 8(23), 213-232. https://doi.org/10.4025/rbhranpuh.v8i23.29102