“A travesti morreu, mas carrego ela no caixão” e outras histórias vivas: conversão, transfobia religiosa e morte

Autores

  • Eduardo Meinberg de Albuquerque Maranhão Fo. USFC / ABHR Autor

DOI:

https://doi.org/10.4025/rbhranpuh.v10i29.37738

Palavras-chave:

Transfobia, transfobia religiosa, cura gay / trans, cristofobia, morte de travestis.

Resumo

Apresento aqui, sinteticamente, algumas das formas como a morte está viva em narrativas de pessoas transgêneras e ex-transgêneras. Essa morte se relaciona, por exemplo, com a conversão de corpo e alma de tais pessoas, por vezes empoderada por igrejas cristãs inclusivas (dentre outros espaços possíveis), bem como com a desconversão que se conecta à reversão de corpo, sexo e gênero, operada por ministérios de “cura, restauração e libertação” da sexualidade. Essa análise sucinta, de história do tempo imediato, se fundamenta especialmente em narrativas de pessoas que se identificam como travestis, ex-travestis, transexuais, ex-transexuais e outras mobilidades generificadas, e se relaciona com um contexto marcado por sofismas como cristofobia e cura gay / travesti, por vezes fomentando episódios de transfobia religiosa a partir de um determinado dispositivo da cisnorma, que se associa a regimes de validação do crer religioso/sexual/generificado.

 

Biografia do Autor

  • Eduardo Meinberg de Albuquerque Maranhão Fo., USFC / ABHR

    Presidente da Associação Brasileira de História das Religiões (ABHR, 2015-2017 / 2017-2019). Pós-Doutorando Júnior em História pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Pós-Doutor Interdisciplinar em Ciências Humanas pela UFSC. Doutor em História Social pela Universidade de São Paulo (USP). Mestre em História do Tempo Presente pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). E-mail: edumeinberg@gmail.com

Downloads

Publicado

2017-08-10

Edição

Seção

CHAMADA TEMÁTICA

Como Citar

“A travesti morreu, mas carrego ela no caixão” e outras histórias vivas: conversão, transfobia religiosa e morte. (2017). Revista Brasileira De História Das Religiões, 10(29), 165-216. https://doi.org/10.4025/rbhranpuh.v10i29.37738