Metafísica e ritualismo alquímico no itinerário de Cecília Meireles

Autores

  • Soraya Borges Costa Universidade Federal de Uberlândia Autor

DOI:

https://doi.org/10.4025/revurut.v0i21.8548

Palavras-chave:

Poesia moderna, crítica do imaginário, Cecília Meireles

Resumo

Este trabalho pretende investigar algumas figurações do imaginário no texto poético de Cecília Meireles, a partir do instrumental teórico proposto por Gilbert Durand, Gaston Bachelard e Carl Gustav Jung, que referendam, em seus estudos, o dinamismo criador da imaginação e a força diretiva dos mitos nas produções representativas da cultura de todos os tempos. A lírica ceciliana transita numa paisagem cara ao simbolismo enveredando pelas trilhas do irracional, da inquirição metafísica, da alma e do espírito, ou, o que mais se diga, para falar como Durand (1988), das “coisas ausentes ou impossíveis de se perceber”. A poética da autora, indiretamente, confronta a condição humana para infundir o rastro do imperecível no enfrentamento da temporalidade, o magno conflito, que a todos arrebata para o declive inarredável da morte. Nessa ampla fronteira do imaginário ceciliano, este estudo pontua como a inspiração metafísica e o ritualismo da alquimia atravessam o itinerário da obra Metal rosicler, realizando a mitocrítica de alguns poemas de modo a identificar os mitemas recorrentes nas constelações simbólicas do regime noturno da imagem.

Biografia do Autor

  • Soraya Borges Costa, Universidade Federal de Uberlândia
    Mestranda Bolsista da CAPES, Curso de Mestrado em Teoria Literária, Instituto de Letras e Linguística, Universidade Federal de Uberlândia, PPG-UFU, 38408-100, Uberlândia, Minas Gerais, Brasil

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Publicado

2010-05-14

Como Citar

Metafísica e ritualismo alquímico no itinerário de Cecília Meireles. (2010). Revista Urutágua, 21, 108-119. https://doi.org/10.4025/revurut.v0i21.8548