Igreja e religiosidade na urbanização de cidades coloniais nas Américas, nos séculos XVI a XVIII

Autores/as

  • Ana Paula Garcia de Medeiros Universidade Veiga de Almeida Autor/a

DOI:

https://doi.org/10.4025/revurut.v0i21.8704

Palabras clave:

urbanização, Igreja Católica, religião, cidades coloniais

Resumen

O processo de formação das cidades coloniais nas Américas foi bastante diferente, conforme se analise os territórios de ocupação portuguesa, espanhola ou anglo-saxônica. Essa diferença se dá em vários níveis, tanto levando em consideração a situação política das Metrópoles em questão quanto suas estratégias de colonização. Neste cenário, a religião e suas instituições exercem diferentes papéis na urbanização dos primeiros assentamentos urbanos. Na América Ibérica observamos uma expressiva participação da Igreja Católica, através principalmente das ordens e irmandades, cuja atuação vai desde a organização da vida social e cultural das cidades até a execução de serviços de infra-estrutura, ressaltando-se seu destaque na própria configuração espacial das cidades. Já na América do Norte, a religiosidade dos primeiros colonos apresenta características mais descentralizadas e plurais, condizentes com um quadro político-administrativo mais autônomo. Por outro lado, essa pluralidade de denominações religiosas também revela a dificuldade daquela sociedade com a incorporação das diferenças próprias da vida urbana, e esta será sempre avaliada negativamente em face da nostalgia de um estado rural que eles pensam ser compatível com o desenvolvimento econômico, a liberdade, a manifestação da personalidade e até a verdadeira sociabilidade.

Biografía del autor/a

  • Ana Paula Garcia de Medeiros, Universidade Veiga de Almeida
    Arquiteta, Mestre em Urbanismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Professora na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ

Publicado

2010-05-15

Cómo citar

Igreja e religiosidade na urbanização de cidades coloniais nas Américas, nos séculos XVI a XVIII. (2010). Revista Urutágua, 21, 57-71. https://doi.org/10.4025/revurut.v0i21.8704