A solidariedade entre as tarefeiras de São José do Norte/RS na fábrica Leal Santos:
Trajetórias de resistências e afetos
DOI:
https://doi.org/10.4025/29a.v6.i10.79451Palavras-chave:
Memória, Mulheres, Resistência, Solidariedade, TrabalhoResumo
O oficio da tarefa, desempenhado majoritariamente por mulheres nas fábricas de pescados da cidade de Rio Grande, tornou-se muito importante para a estabilização e expansão do setor pesqueiro na região. Ainda assim, o ofício é um exemplo da segmentação do trabalho atrelada ao gênero, uma vez que apresenta uma série de problemáticas relacionadas à precarização e subalternização das mulheres dentro do ambiente fabril. Neste contexto, buscou-se compreender como se dão as dinâmicas de sociabilidade praticadas sob o cotidiano do trabalho e a importância da rede de apoio estabelecida entre as trabalhadoras no chão da fábrica. Para responder à pergunta, utilizou-se a metodologia de história oral empregada no relato de seis mulheres tarefeiras da Fábrica Leal Santos e oriundas da cidade vizinha, São José do Norte. Neste ínterim, verificou-se que o fortalecimento da solidariedade entre as trabalhadoras pode ser, muitas vezes, um ato de resistência no cotidiano de labuta.
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