Verdade e poder nas práticas judiciárias Gregas: de Homero aos trágicos - doi: 10.4025/actascihumansoc.v33i2.10983
DOI :
https://doi.org/10.4025/actascihumansoc.v33i2.10983Mots-clés :
tragédia grega, práticas jurídicas, direito antigo, FoucaultRésumé
A ‘história política da verdade’, promovida por Michel Foucault, passa várias vezes pelo mundo grego antigo. Numa delas, o autor analisa a tragédia Édipo Rei, de Sófocles. Sua interpretação parece estar de acordo com teses como as de Jean-Pierre Vernant, segundo o qual os concursos trágicos desempenham função marcadamente cívica no contexto da polis, e de Marcel Detienne, segundo o qual a polis inova no que tange à s técnicas de produção e autenticação da verdade. O presente artigo discute as práticas judiciárias gregas (arcaicas e clássicas) a partir da positividade de seus respectivos mecanismos de verdade, assinalando a tragédia como documento privilegiado e possível marco divisor.
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