O mar não tem memória’: Memórias do corpo, do mar e da terra em Feeding the Ghosts (1997), de Fred D’Aguiar - DOI: 10.4025/actascihumansoc.v29i1.113

Autores

  • Susanne Pichler UIBK

DOI:

https://doi.org/10.4025/actascihumansoc.v29i1.113

Palavras-chave:

explosão da memória, memória individual, contra-memória, trauma, o corpo, lugar

Resumo

Analisa-se o significado da memória e dos processos de lembrar e de esquecer, e de outros tipos e funções da memória no romance Feeding the Ghosts, de Fred D’Aguiar. O escritor guianense, nascido na Inglaterra, mergulha nas profundidades da memória histórica para recuperar vozes individuais, memórias individuais e coletivas, traumas individuais e coletivas que circundam um “evento limite” da história (LaCapra, 1999: 698), ou seja, a escravidão. Providenciando a voz à protagonista Mintah, uma escrava fetu, D’Aguiar estabelece uma contra-memória à memória oficial britânica e, mais importante ainda, nos incentiva a construir uma ligação ética às memórias do passado. A primeira seção desse ensaio gira em torno de problemas teóricos e metodológicos referentes aos estudos sobre a memória, investiga a relação complexa entre a memória e a literatura, focalizando a função e do papel dos atos de memória nas literaturas pós-coloniais. A segunda seção trata da análise e da interpretação do romance e produzirá discernimentos sobre o emprego multiestrutural da memória em D’Aguiar.

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Publicado

2008-06-19

Edição

Seção

Literatura e Linguística

Como Citar

O mar não tem memória’: Memórias do corpo, do mar e da terra em Feeding the Ghosts (1997), de Fred D’Aguiar - DOI: 10.4025/actascihumansoc.v29i1.113. (2008). Acta Scientiarum. Human and Social Sciences, 29(1), 1-14. https://doi.org/10.4025/actascihumansoc.v29i1.113

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