A influência de fatores semânticos no uso de nomes gerais para a indeterminação do sujeito
DOI:
https://doi.org/10.4025/actascilangcult.v41i1.44977Palavras-chave:
variação linguística, anáfora, grau de indeterminação, português brasileiro.Resumo
As formas de indeterminação do sujeito do português brasileiro vêm sendo pesquisadas por diversos autores, tais como Milanez (1982), Menon (1994), Carvalho (2010) e outros. Na maioria desses trabalhos, busca-se verificar quais fatores podem condicionar a realização de cada uma das estratégias de indeterminação. Nessa mesma linha, este artigo busca, em uma perspectiva variacionista, discutir a relevância de fatores semânticos no uso de nomes gerais para a indeterminação do sujeito. Por nomes gerais, compreendem-se certas unidades com traços semânticos mínimos, que estão entre o léxico e a gramática (Halliday & Hasan, 1976). O corpus da pesquisa está constituído por gravações sociolinguísticas coletadas na cidade de Bambuí-MG. A análise demonstra que, em termos de frequência, os nomes gerais identificados, ‘pessoa’, ‘pessoal’, ‘pessoas’, ‘cara’, ‘homem’, ‘povo’, ‘fulano’ e ‘ser humano’, ocupam a terceira posição no conjunto das variantes. As demais formas estudadas referem-se à quelas que já foram discutidas em trabalhos anteriores, isto é, ‘a gente’, ‘você/ocê/cê’, ‘nós/nóis’, ‘eles/ês’, entre outras. Considerando os resultados estatísticos da correlação entre as variáveis, observa-se que a indeterminação do sujeito por nomes gerais é condicionada pela ausência de anáfora e pela indeterminação total do referente ou indeterminação parcial quando este está implícito.
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