Perspectivas de vida e de viver de pessoas em tratamento hemodialítico
DOI:
https://doi.org/10.4025/ciencuidsaude.v19i0.47394Palavras-chave:
Diálise Renal, Pesquisa Qualitativa, Existencialismo, EnfermagemResumo
Objetivo: compreender a perspectiva de vida e de viver de pessoas em tratamento hemodialítico. Método: pesquisa qualitativa com embasamento fenomenológico de Martin Heidegger, realizada com 15 pessoas em tratamento hemodialítico, em um hospital geral do Sul de Minas Gerais. Utilizou-se um roteiro para caracterização dos participantes e a entrevista gravada. Para elucidar o fenômeno, desenvolveram-se as etapas da trajetória fenomenológica utilizando-se o existencialismo. Resultado: à luz de Heidegger foram apreendidas três categorias que emergiram das unidades de significado: A pessoa em tratamento hemodialítico: enfrentamentos; o convívio social: limitações e desafios; Ente doente: possibilidades e perspectiva de vida. O Ser desvelou dificuldade em relação à limitação da doença e do tratamento, uma vez que as escolhas transpassam a sua vontade; a importância dos familiares e profissionais de saúde na superação da dependência e na valorização como Ser social; e a expectativa de futuro está relacionada à realização do transplante renal. Considerações finais: foi possível compreender a vivência da pessoa em tratamento hemodialítico enquanto um Ser-aí, Ser-no-mundo e Ser-para-os-outros, assinalando as vertentes do homem como projeto, sua intencionalidade, potencialidades e factibilidade perante os fenômenos doença, tratamento e vida.
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