Vivência da morte com o aluno na prática educativa

Autores

  • Maria Dalva de Barros Carvalho UEM - Maringá Autor
  • Elisabeth Ranier Martins Valle USP Autor

DOI:

https://doi.org/10.4025/ciencuidsaude.v5i0.5149

Palavras-chave:

Morte, Relação aluno-professor, Ensino.

Resumo

Investigar a morte, parte da existência humana, no contexto da educação na área da saúde pode se constituir um momento de humanizar o processo educativo e propiciar um agir autêntico, crítico, não rotineiro e criativo nas ações de enfermagem. É nessa perspectiva de compreensão da morte no cotidiano da relação aluno professor de enfermagem que foram ouvidos os professores para, através de seus discursos, de suas falas, captar os significados que possibilitem o desvelamento desse fenômeno. Foram entrevistados todos os professores da Disciplina de Fundamentos de Enfermagem II da Universidade Estadual de Maringá, PR. Essa escolha deve-se ao fato de que é através dessa disciplina que o aluno entra pela primeira vez em contato com o mundo do hospital e o seu cotidiano, a dor, o sofrimento e a morte. A obtenção dos discursos, visando ao fenômeno a ser desvelado, foi norteada pela questão norteadora: o que significa vivenciar a morte no cotidiano da relação aluno-professor. O fenômeno se revelou uma vivência solitária, uma vivência que acontece a cada um dos professores, que se torna um fardo difícil de carregar mas não impossível de esconder e abafar. Esse ocultamento se manifesta sob a forma da não verbalização, da não discussão. Não falar sobre a morte na relação ensino-aprendizagem é o usual entre os docentes. Essa forma de ocultamento muitas vezes se mostra como uma armadura, uma carapaça de proteção. Mas também se revela um empecilho para uma formação mais humanizada, voltada para a compreensão do ser existente no seu mundo.

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Biografia do Autor

  • Maria Dalva de Barros Carvalho, UEM - Maringá
    possui graduação em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Jahú (1971), graduação em Enfermagem pela Universidade do Sagrado Coração (1978), mestrado em Educação pela Universidade Federal de São Carlos (1991) e doutorado em Enfermagem pela Universidade de São Paulo (1999). Atualmente é Professor Associado do Departamento de Medicina e dos Programas de Pós Graduação em Ciências da Saúde e de Enfermagem da Universidade Estadual de Maringá. Tem experiência na área de Enfermagem, com ênfase em Enfermagem Fundamental, atuando principalmente nos seguintes temas: educação e saúde, ensino, enfermagem, morte ou morrer, luto, agravos a saúde. Currículo Lattes

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Publicado

2008-09-24

Edição

Seção

Artigos originais

Como Citar

Vivência da morte com o aluno na prática educativa. (2008). Ciência, Cuidado E Saúde, 5, 026-032. https://doi.org/10.4025/ciencuidsaude.v5i0.5149