Ocorrência de dislipidemias e fatores associados em adultos: um estudo de prevalência
DOI:
https://doi.org/10.4025/ciencuidsaude.v21i0.61734Palabras clave:
Dislipidemias; Lipoproteínas; Estudios epidemiológicos.Resumen
Objetivo: estimar a prevalência de dislipidemias e os fatores associados em adultos de Rio Branco, Acre. Métodos: estudo de delineamento seccional, populacional, que avaliou adultos (18 a 59 anos) residentes nas zonas urbana e rural de Rio Branco em 2014. As dislipidemias foram definidas conforme os critérios da Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose. Empregou-se regressão logística para estimar as odds ratio (OR) e intervalos de confiança de 95% (IC95%). Resultados: a prevalência de dislipidemia, HDL-c baixo, hipertrigliceridemia isolada, hipercolesterolemia isolada e hiperlipidemia mista foi de 56,1%, 37,4%, 23,6%, 9,8% e 3,5%, respectivamente. No modelo final multivariado, apenas a obesidade (OR = 1,86; IC95%: 1,12;3,10) manteve associação estatisticamente significativa com a dislipidemia. Entre os subtipos de dislipidemias, associaram-se à hipertrigliceridemia isolada as variáveis: faixa etária de 40 a 49 anos (OR = 2,17; IC95%: 1,53;4,80); hipercolesterolemia isolada (OR = 2,52; IC95%: 1,23;5,15); HDL-c baixo (OR = 2,53; IC95%: 1,65;3,86); obesidade (OR = 2,10; IC95%: 1,25;3,53); e diabetes mellitus (OR = 5,41; IC95%: 1,46;20,4). Conclusão: a prevalência de alterações lipídicas foi elevada entre adultos. Estratégias de intervenções para diagnóstico, tratamento e intensificação de medidas preventivas e orientações de estilo de vida saudáveis são importantes nessa população.
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Referencias
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