Boas práticas da enfermeira obstétrica na assistência ao parto em um centro de parto normal

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4025/ciencuidsaude.v22i0.66061

Palavras-chave:

Enfermagem Obstétrica, Parto Humanizado, Parto Normal

Resumo

Objetivo: descrever a assistência prestada pelas enfermeiras obstétricas em um Centro de Parto Normal de um hospital de grande porte, no período de janeiro a dezembro de 2020. Método: trata-se de uma pesquisa quantitativa, de caráter descritivo. A amostra foi composta de 1.442 partos normais. Os dados foram coletados de um banco já existente na maternidade, organizados em uma planilha eletrônica do Microsoft Excel e analisados no Epi Info, versão 7. Resultados: dos partos atendidos por enfermeiras obstétricas, 100% das parturientes fizeram uso de pelo menos um método não farmacológico de alívio de dor. Em relação ao nascimento, o clampeamento oportuno do cordão umbilical ocorreu em 85,16% dos partos. Quanto à prática prejudicial quando utilizada de forma indiscriminada, identificou-se a taxa de 0,42% de episiotomia. As posições mais adotadas foram semissentada/semideitada (75,38%), seguidas da banqueta (15,55%). Referente à presença de laceração, identificou-se períneo íntegro em 41,82%. Conclusões: este estudo evidenciou que a maioria dos partos realizados pelas enfermeiras teve bons resultados quanto às boas práticas de atenção ao parto e nascimento. Ademais, as intervenções indiscriminadas no processo de trabalho de parto e parto não se mostraram presentes na maioria dos atendimentos realizados, o que traz benefícios para o parto.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Hiarimy Carneiro Nery, Enfermeira da Atenção Primária a Saúde – Rondonópolis

    Graduanda em Enfermagem Obstétrica e UTI Neonatal. Enfermeira da Atenção Primária a Saúde – Rondonópolis. 

  • Renata Marien Knupp Medeiros, Universidade Federal de Rondonópolis

    Enfermeira obstétrica. Doutora em Enfermagem. Docente do curso de Enfermagem da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR). Membro do Grupo de Pesquisa Argos-Gerar. 

  • Aline Spanevello Alvares, Universidade Anhanguera de Rondonópolis

    Enfermeira. Mestre em Enfermagem. Docente do Curso de Enfermagem da Universidade Anhanguera de Rondonópolis. 

  • Luanna de Arruda e Silva Dalprá, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

    Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Docente da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).  Membro do Grupo de Pesquisa Argos-Gerar. 

  • Renata Cristina Teixeira Beltrame, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

    Enfermeira obstétrica. Mestre em Enfermagem. Docente da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Membro do Grupo de Pesquisa Argos-Gerar. 

  • Juliana Ferreira Lima, Santa Casa de Rondonópolis

    Enfermeira obstétrica. Coordenadora do Centro de Parto Normal da Santa Casa de Rondonópolis/MT. 

  • Lorrayne dos Santos Coutinho Aguiar

    Enfermeira. 

Referências

1. Possati AB, Prates LA, Cremonese L, et al. Humanização do parto: significados e percepções de enfermeiras. Esc Anna Nery [Internet] 2017 ;21(4):e20160366. DOI: https://doi.org/10.1590/2177-9465-EAN-2016-0366
2. Sanches METL; Barros SMO, Santos AAP, et al. Atuação da enfermeira obstétrica na assistência ao trabalho de parto e parto. Rev enferm UERJ [Internet]. Rio de Janeiro, 2019; 27:e43933 p.2. DOI: https://doi.org/10.12957/reuerj.2019.43933
3. Brasil. Portaria GM/MS n. 985, de 05 de agosto de 1999. Cria o Centro de Parto Normal – CPN no âmbito do Sistema Único de Saúde. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 26 ago. 1999 [Acesso em 2021] Disponível em: https://www.diariodasleis.com.br/busca/exibelink.php?numlink=1-92-29-1999-08-05-985
4. Vilela AT, Tenório DS, Silva RMS, et al. Percepção dos enfermeiros obstetras diante do parto humanizado. Rev enferm UFPE on line. 2019; 13:e241480. DOI: https://doi.org/10.5205/1981-8963.2019.241480
5.World Health Organization. WHO recommendations: intrapartum care for a positive childbirth experience. Geneva, 2018 [Acesso em 2021] 13:e241480. Disponível em:
https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/272447/WHO-RHR-18.12-eng.pdf
6.Costa RS, Ferreira JP, Viana MGP. Boas práticas na assistência ao parto natural. Research, Society and Development [Internet]. 2021; 10(5). DOI: http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v10i5.15394
7. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Portaria n.º 1.459, de 24 de junho de 2011. Institui, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) a Rede Cegonha. Diário Oficial da União, Brasília: Ministério da Saúde; 2011 [Acesso 2021]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/prt1459_24_06_2011_comp.html
8. Magalhães PAP, Paes LBO, Cavalcante LF, et al. Conhecimento das boas práticas ao parto por parte dos profissionais de enfermagem: uma revisão integrativa da literatura [Internet]. 2022; 5(5). DOI: http://dx.doi.org/10.34119/bjhrv5n5-031
9. Conselho Federal de Enfermagem (COFEN). Resolução Cofen n.º 516 de 24 de junho de 2016. Dispõe sobre a atuação de Enfermeiros na assistência às gestantes, parturientes e puérperas [Internet]. Brasília (DF): Conselho Federal de Enfermagem; 2016 [Acesso 2021]. Disponível em: http://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-05162016_41989.html
10. Ministério da Saúde (BR). Secretaria da Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde. Diretrizes nacionais de assistência ao parto normal: versão resumida. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2017 [Acesso 2021]. Disponível em:
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_nacionais_assistencia_parto_normal.pdf
11.Carvalho SS; Silva CS. Revisão integrativa: Promoção das boas práticas na atenção ao parto normal. Revista Atenção Saúde, São Caetano do Sul, [Internet]. 2019; 18 (63). DOI: http://dx.doi.org/10.13037/ras.vol18n63.6290
12. Lima MM, Ribeiro LN, Costa R, et al. Enfermeiras obstétricas no processo de parturição: percepção das mulheres. Rev enferm UERJ [Internet]. Rio de Janeiro, 2021; 8:e45901. DOI: https://doi.org/10.12957/reuerj.2020.45901
13. Jacob TNO, Rodrigues DP, Alves VH, et al. A percepção do cuidado centrado na mulher por enfermeiras obstétricas num centro de parto normal. Rev. Esc Anna Nery. 2022, 26:e20210105. https://doi.org/10.1590/2177-9465-EAN-2021-0105
14. Brasil. Ministério da Saúde. Lei nº 11.108, de 07 de abril de 2005. Altera a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, para garantir as parturientes o direito à presença de acompanhante durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, no âmbito do Sistema Único de Saúde. Brasília: Ministério da Saúde; 2005 [Acesso 2021]. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/lei/l11108.html
15. Alves TCM, Coelho ASF, Sousa MC, et al. Contribuições da Enfermagem Obstétrica para as Boas Práticas no Trabalho de Parto e Parto Vaginal. Enfermagem em foco [Internet]. Fev 2020; 10(4). DOI: https://doi.org/10.21675/2357-707X.2019.v10.n4.2210
16. Reis LAM, Valois RC, Silva LFL, et al. Relação de trabalho entre enfermeiros obstétricos e doulas na assistência ao parto. Enfermagem em Foco. [Internet] 2021; 12(3):512-9. DOI: https://doi.org/10.21675/2357-707X.2021.v12.n3.4248
17. Maffei MCV, Zani AV, Bernardy CCF, et al. Uso de métodos não farmacológicos durante o trabalho de parto. Rev enferm UFPE on line. 2020; 15:e245001. DOI: https://doi.org/10.5205/1981-8963.2021.245001
18. Mascarenhas VH, Lima TR, Silva FM, et al. Evidências cientificas sobre métodos não farmacológicos para alívio a dor do parto. Acta Paulista de Enfermagem [Internet]. Jun 2019; 32(3):350-7. https://doi.org/10.1590/1982-0194201900048
19. Burns E, Feeley C, Hall PJ, Vanderlaan J. Systematic review and meta-analysis to examine intrapartum interventions, and maternal and neonatal outcomes following immersion in water during labour and waterbirth. BMJ Open [Internet]. Jul 2022; 5;12(7):e056517. DOI: https://doi.org/10.1136%2Fbmjopen-2021-056517
20. Milke KC, Gouveia HG, Gonçalves AD. A prática de métodos não farmacológicos para alívio da dor de parto em um hospital universitário no Brasil. Avances Enferm [Internet] jan 2019; 37(1):47-55. DOI: https://doi.org/10.15446/av.enferm.v37n1.72045
21. Santos CB, Marçal RG, Voltarelli A, et al. Métodos não farmacológicos de alívio da dor utilizados durante o trabalho de parto normal. Global Academic Nursing Journal [Internet]. 2020;1(1). DOI: https://doi.org/10.15446/av.enferm.v37n1.72045
22. Duarte MR, Alves VH, Rodrigues DP, Souza KV, Pereira AV, Pimentel MM. Tecnologias do cuidado na enfermagem obstétrica: contribuição para o parto e nascimento. Cogitare enferm. [Internet]. 2019; 24. DOI: https://doi.org/dx.doi.org/10.5380/ce.v24i0.54164
23. Ramos WMA, Aguiar BGC, Conrad D, et al. Contribuição da enfermeira obstétrica nas boas práticas da assistência ao parto e nascimento. Rev Fund Care Online [Internet]. jan 2018; 10(1):173. https://doi.org/10.9789/2175-5361.2018.v10i1.173-179
24. Andrade LF, Rodrigues QP, Silva RD. Boas Práticas na atenção obstétrica e sua interface com a humanização da assistência. Revista Enfermagem UERJ [Internet]. 20 dez 2017; 25:e26442. DOI: http://dx.doi.org/10.12957/reuerj.2017.26442
25. Ayres LFA, Cnossen RE, Passos CM, et al. Fatores associados ao contato pele a pele imediato em uma maternidade. Escola Anna Nery [Internet]. 2021; 25(2). DOI: https://doi.org/10.1590/2177-9465-EAN-2020-0116
26. Freitas JMS, Narchi NZ, Fernandes RAQ. Práticas obstétricas em centro de parto normal intra-hospitalar realizadas por enfermeiras obstetras. Rev. Escola Anna Nery. 2019; 23(4):e20190112. https://doi.org/10.1590/2177-9465-2019-0112
27. Leal MDC, Bittencourt SDA, Esteves-Pereira AP, Ayres BVDS, Silva LBRADA, Thomaz EBAF, et al. Avanços na assistência ao parto no Brasil: resultados preliminares de dois estudos avaliativos. Cadernos de Saúde Pública [Internet]. 2019; 35:e00223018. DOI: https://doi.org/10.1590/0102-311X00223018
28. Lopes GL, Leister N, Riesco MLG. Desfechos e cuidados perineais em centro de parto normal. Texto & Contexto Enfermagem. [Internet]. 2019; 28:e20180168. DOI: https://doi.org/10.1590/1980-265X-TCE-2018-0168
29. Silva CR, Pereira LB, Vogt SE, de Oliveira Dias CL. Parto em posição não supina: percepção de profissionais na assistência hospitalar. Cienc Cuid Saude [Internet]. 7 de agosto de 2019. https://doi.org/10.4025/cienccuidsaude.v18i4.45203
30. Batista KS, Carvalho DCC. Partos atendidos pela enfermagem obstétrica em um hospital público de saúde: análise de dados. Health Residencies Journal-HRJ [Internet]. 2022; 3(15). DOI: https://doi.org/10.51723/hrj.v3i15.382

Publicado

2023-08-23

Edição

Seção

Artigos originais

Como Citar

Boas práticas da enfermeira obstétrica na assistência ao parto em um centro de parto normal. (2023). Ciência, Cuidado E Saúde, 22. https://doi.org/10.4025/ciencuidsaude.v22i0.66061