“Nada é tão ruim que não possa piorar”: efeitos da reconfiguração dos passivos contingentes no desempenho econômico-financeiro dos clubes de futebol brasileiros

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4025/enfoque.v41i3.57122

Palavras-chave:

Clubes de Futebol; Desempenho Econômico-Financeiro; Passivo Contingente.

Resumo

Este estudo teve como objetivo verificar os efeitos da reclassificação de passivos contingentes no desempenho econômico-financeiro dos clubes de futebol brasileiros. A partir de um estudo de levantamento com uma amostra de 18 clubes e usando dados de 2011 a 2018, sustentando-se na pesquisa de Carmo, Ribeiro e Mesquita (2018), os efeitos da reclassificação dos passivos contingentes nos indicadores de endividamento, liquidez, lucratividade e rentabilidade foram analisados por meio da estatística G de Hedge. Os resultados demonstram crescimento no número de clubes que divulgam passivos contingentes no período (de 6 para 17), bem como expressivo aumento no valor destes (cerca de 1200%). Em quantidade, as contingências trabalhistas foram as mais citadas pelos clubes (54 vezes), todavia, em termos monetários, destacam-se as cíveis (R$ 2,20 bilhões) e aquelas sem natureza discriminada (R$ 2,65 bilhões). Ademais, passivos contingentes, se realizados, afetam significativamente a lucratividade e a rentabilidade das equipes, reforçando sua importância para a análise econômico-financeira em clubes de futebol, pois, apesar de não constarem no Balanço Patrimonial, sua possível realização pode impactar a gestão de administrações futuras e como consequência afetar a continuidade da organização.

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Biografia do Autor

  • Monique Cristiane de Oliveira, Universidade Federal de Santa Catarina

    Doutoranda em Contabilidade pelo
    Programa de Pós-Graduação em Contabilidade da
    Universidade Federal de Santa Catarina - (UFSC)

  • Fábio Minatto, Universidade Federal de Santa Catarina

    Doutorando em Contabilidade pelo
    Programa de Pós-Graduação em Contabilidade da
    Universidade Federal de Santa Catarina - (UFSC)

  • José Alonso Borba, Universidade Federal de Santa Catarina

    Doutor em Controladoria e Contabilidade pela Universidade de São Paulo (USP)
    Professor no Departamento de Ciências Contábeis e no
    Programa de Pós-Graduação em Contabilidade da
    Universidade Federal de Santa Catarina - (UFSC).

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Publicado

2022-10-11

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

“Nada é tão ruim que não possa piorar”: efeitos da reconfiguração dos passivos contingentes no desempenho econômico-financeiro dos clubes de futebol brasileiros. (2022). Enfoque: Reflexão Contábil, 41(3), 1-17. https://doi.org/10.4025/enfoque.v41i3.57122