A Utopia como consciência subversiva

  • Diogo Cesar Nunes UERJ
Palavras-chave: Consciência utópica, Filosofia da Esperança, Ernst Bloch

Resumo

 

A realidade ainda-não-veio-a-ser, diz Ernst Bloch. Ela é mediação entre presente, passado pendente e futuro possível: ela é hiato, inacabada, em devenir inconcluso. Na trilha do ainda-não, o pensamento utópico explora esse hiato de angustia, temor, esperança e sonhos que dão sentidos e significados àquilo que, irrompendo, ainda não é efetivo, mas que, possibilidade, acossa o instante vivido. A Utopia é, portanto, o modo de "estar-no-mundo" da consciência inconformada, e que tende muitas vezes a sentir-se como um estrangeiro, ou ao sabor de Quintana, como que se a alma pertencesse a um outro mundo.

 

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Biografia do Autor

Diogo Cesar Nunes, UERJ
Historiador, mestrando do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social, UERJ. Membro dos Grupos de Pesquisa Subjetividade e História, e Subjetividade e Literatura (PPGPS-UERJ).
Publicado
2010-11-22
Como Citar
Nunes, D. C. (2010). A Utopia como consciência subversiva. Revista Espaço Acadêmico, 10(116), 47-55. Recuperado de https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/10657